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| O Mamenchisaurus sinocanadorum conviveu com o predador Guanlong wucaii e o ceratópsio primitivo Yinlong downsi. © Raúl Martín |
09 agosto 2020
Mamenchissauro, um dinossauro de pescoço longuíssimo
04 julho 2020
Estetacanto, o peixe com bigorna nas costas
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| Stethacanthus productus © 2014 Jaime Chirinos |
15 junho 2020
Ofiacodonte, o "lagarto" de sangue quente
O ofiacodonte ("dente de cobra") é um gênero de sinápsida da família Ophiacodontidea, que viveu da época Pensilvaniana do período Carbonífero à época Cisuraliana do período Permiano, entre 306 e 280 milhões de anos atrás, na América do Norte e Europa. É um dos sinápsidas mais basais e está próximo da linha evolutiva que leva aos mamíferos. Maior do que a maioria dos outros tetrápodes (vertebrados de quatro membros) de seu tempo, ele variava de 1,6 a 3,6 m de comprimento e de 26 a 230 kg em massa.
10 maio 2020
Dinossauros do Brasil
O Brasil já conta com mais de trinta espécies de dinossauros reconhecidas que viveram em seu território, a grande maioria delas, infelizmente, pouco conhecida pelo público geral. Esse número, entretanto, pode ser até pequeno se comparado à quantidade de descobertas feitas em outros países, como os Estados Unidos, o Reino Unido, mais recentemente a China e até nossa vizinha Argentina. Ao longo dos anos, o empenho dos paleontólogos brasileiros e ações de popularização contribuíram para fomentar as pesquisas e, assim, a paleontologia brasileira vem crescendo cada vez mais, embora ainda faltem profissionais e recursos. Descobertas feitas em terras brasileiras mostram que o País tem diversas espécies distintas e de grande valor para a ciência, chamando a atenção de pesquisadores de todo o mundo.
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| O titanossauro Maxakalisaurus topai é atacado por um grupo de abelissaurídeos Pycnonemosaurus nevesi, na região central do Brasil, mais de 80 milhões de anos atrás. © Maurilio Oliveira |
Os cientistas acreditam que o Brasil tenha abrigado uma grande variedade de dinossauros. Os que são conhecidos até agora viveram nos períodos Triássico ou Cretáceo. O nosso Jurássico ainda é uma incógnita: possivelmente, durante esse período, o território brasileiro foi soerguido por uma pluma de calor do manto do planeta, expondo as rochas à erosão e dificultando a formação de fósseis.
Durante a maior parte da era Mesozoica, nosso país esteve em condições de extrema aridez, e a oferta de alimentos era mais escassa. Por isso, muitos dos dinossauros que viveram por aqui são considerados pequenos. Mas isso não significa que o Brasil não era lar de alguns gigantes, até pela proximidade com a Argentina, onde foram encontrados os maiores dinossauros do mundo. Outro fato interessante é que, como os continentes estavam unidos, os exemplares brasileiros e africanos guardam muitas semelhanças entre si e fazem parte das mesmas linhagens.
Quando os continentes se dividiram, o litoral tornou-se mais úmido e desenvolveu mais vegetação, aumentando a diversidade de espécies. Na região de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, as florestas de coníferas e samambaias serviam de alimento para diversas espécies de titanossauros, grandes herbívoros de pescoço e cauda compridos. Os titanossauros tiveram bastante êxito durante o Cretáceo e os maiores deles viveram na América do Sul.
Os primeiros fósseis foram encontrados por aqui no ano de 1897: eram pegadas fossilizadas, localizadas no município de Sousa, na Paraíba. Na década de 1940, Uberaba (Minas Gerais) e o oeste paulista revelaram-se regiões importantes para a paleontologia. Já foram encontrados ossos, dentes, ovos, penas, pegadas e até excrementos de dinossauros no Brasil. Fósseis do Rio Grande do Sul apontam que os dinossauros mais antigos do mundo viveram nessa região, o que contribui para melhor compreender a evolução dos primeiros dinossauros.
Quando os continentes se dividiram, o litoral tornou-se mais úmido e desenvolveu mais vegetação, aumentando a diversidade de espécies. Na região de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, as florestas de coníferas e samambaias serviam de alimento para diversas espécies de titanossauros, grandes herbívoros de pescoço e cauda compridos. Os titanossauros tiveram bastante êxito durante o Cretáceo e os maiores deles viveram na América do Sul.
Os primeiros fósseis foram encontrados por aqui no ano de 1897: eram pegadas fossilizadas, localizadas no município de Sousa, na Paraíba. Na década de 1940, Uberaba (Minas Gerais) e o oeste paulista revelaram-se regiões importantes para a paleontologia. Já foram encontrados ossos, dentes, ovos, penas, pegadas e até excrementos de dinossauros no Brasil. Fósseis do Rio Grande do Sul apontam que os dinossauros mais antigos do mundo viveram nessa região, o que contribui para melhor compreender a evolução dos primeiros dinossauros.
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| Pegadas fossilizadas no Vale dos Dinossauros, em Sousa, na Paraíba. Foto: Cacio Murilo |
A seguir, você verá uma lista com todas as espécies de dinossauros brasileiros conhecidas até agora, em ordem de publicação das descobertas. Vale a pena conhecê-los! Essa lista será atualizada constantemente, acompanhando as descobertas mais recentes feitas no País.
13 abril 2020
Mirísquia, o dinossauro de belos quadris
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| Mirísquia dorme durante o dia em um ninho de samambaias, ao lado de uma planta magnoliídea da espécie Araripia florifera. Crédito: Alexander Lovegrove, 2015 |
O mirísquia ("quadril maravilhoso", do latim mir, "maravilhoso", e do grego ischia, "pelve") é um pequeno dinossauro terópode que viveu no Brasil há cerca de 110 milhões de anos, na idade Albiana do Cretáceo Inferior. Este pequeno predador bípede media 2,1 m de comprimento, 50 cm de altura e pesava 7 kg. De estrutura delgada, era ágil e adaptado para caçar animais pequenos, como lagartos, mamíferos primitivos, dinossauros menores e qualquer outra coisa que pudesse capturar.
22 março 2020
Águia-de-haast, a maior águia que já existiu
A águia-de-haast (Hieraaetus moorei) é uma espécie extinta de águia que viveu na Ilha Sul da Nova Zelândia, do final do Pleistoceno ao Holoceno. Surgiu entre 1,8 milhão e 700 mil anos atrás e desapareceu há aproximadamente 600 anos, apenas. É a maior águia conhecida que já existiu, atingindo 1,4 m de comprimento nas fêmeas e uma altura de aproximadamente 90 cm.
10 fevereiro 2020
Mastodonsauro, o anfíbio com dentes transpassantes
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| Mastodonsaurus giganteus Crédito: Vladislav Egorov, 2017 |
O mastodonsauro ("lagarto com dentes em forma de seios") é um anfíbio temnospôndilo do Triássico Médio e Superior, que viveu entre 247 e 201 milhões de anos atrás, na Europa. Pertence ao grupo dos capitossauros, caracterizados por seu grande tamanho e estilo de vida provavelmente aquático. Os maiores indivíduos atingiam 4 a 6 m de comprimento, dos quais quase um quarto corresponde à cabeça.
20 janeiro 2020
Período Cretáceo
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| Fauna cretácea de diferentes locais, composta por um Saltasaurus (em cima, à esquerda), dois Nyctosaurus voando pelos ares, um Styracosaurus próximo às árvores (à direita), um Tarbosaurus (no topo, à direita), um Protoceratops com suas crias (ao centro), dois Stegoceras próximos ao riacho (ao centro), um Euoplocephalus (à direita), um Maiasaura cuidando de seus filhotes (embaixo, à esquerda) e a ave Ichthyornis sobre uma rocha no leito do rio (embaixo, à direita). Em primeiro plano, uma planta angiosperma e o mamífero Deltatheridium. Crédito: Christian Jégou Publiphoto Diffusion / Science Photo Library |
O Cretáceo é o último período da era Mesozoica, compreendido entre 145 e 66 milhões de anos atrás. Ele sucede o Jurássico e precede o período Paleógeno da era Cenozoica. Divide-se em duas épocas: o Cretáceo Inferior (subdividido nas idades Berriasiana, Valanginiana, Hauteriviana, Barremiana, Aptiana e Albiana) e o Cretáceo Superior (subdividido nas idades Cenomaniana, Turoniana, Coniaciana, Santoniana, Campaniana e Maastrichtiana). É curioso notar que o Cretáceo, estendendo-se por setenta e nove milhões de anos, é mais longo do que toda a era atual.
Definido pela primeira vez pelo geólogo belga Jean d'Omalius d'Halloy, em 1822, o nome Cretáceo vem do latim creta, que significa greda, cré ou giz, rocha sedimentar comum em estratos rochosos da Europa Ocidental que datam desse período. O carbonato de cálcio que compõe o giz foi depositado por escamas de cocolitóforos, algas marinhas unicelulares que prosperaram nos mares cretáceos.
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| Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Cretáceo, suas épocas e idades. © Mundo Pré-Histórico |
A tendência de resfriamento do final do Jurássico continuou durante os primeiros cinco milhões de anos do Cretáceo, na idade Berriasiana, quando os trópicos tornaram-se mais úmidos do que no Triássico e no Jurássico. Mas logo as temperaturas subiram novamente e mantiveram-se até o final do período, possivelmente devido a intensas atividades vulcânicas que produziram grandes quantidades de dióxido de carbono. As regiões polares, em vez de gelo, eram cobertas por florestas.
Apesar de a Gonduana ainda estar constituída no início do Cretáceo, ela logo se dividiu: América do Sul, Antártica e Austrália divergiram da África, formando o Atlântico Sul e o Oceano Índico. Dessa forma, a Pangeia completou sua fragmentação e a formação dos continentes atuais, embora suas posições fossem substancialmente diferentes. Conforme o Oceano Atlântico se alargava, a América do Norte era empurrada para oeste e várias cadeias montanhosas formavam-se em sua margem ocidental.
O crescimento das dorsais oceânicas deslocou a água nas bacias e fez subir o nível dos oceanos, inundando grandes áreas continentais com mares quentes e relativamente rasos. Durante boa parte do Cretáceo, o nível do mar foi o mais alto em toda a história do planeta. Ele estava 100 a 200 m mais alto do que hoje no Cretáceo Inferior e 200 a 250 m mais alto no Cretáceo Superior. Na metade do período, as águas cobriram a região central do continente norte-americano, criando o extenso e raso Mar Interior Ocidental.
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| Disposição dos continentes no Cretáceo. © Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona (Com modificações) |
Diferenças de temperatura menores entre as partes do globo significaram a formação de ventos mais fracos, os quais, porém, são os responsáveis por impulsionar as correntes oceânicas. Com uma circulação menor das águas, os oceanos passavam por frequentes períodos de baixa oxigenação, revelados hoje pelas formações de folhelho negro. A estagnação das correntes profundas em meados do Cretáceo causou condições anóxicas por aproximadamente trinta milhões de anos, e a matéria orgânica sedimentada deixou de ser decomposta. Com o tempo, ela se transformou em mais da metade das reservas atuais de petróleo, localizadas principalmente nos golfos Pérsico e do México.
11 dezembro 2019
Calicotério, a mistura de cavalo com preguiça-gigante
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| Crédito: Julio Lacerda |
O calicotério ("besta do seixo", do grego khalik, "seixo", e thērion, "besta") é um mamífero perissodáctilo extinto que viveu na Europa, Ásia e África, entre 15 e 7 milhões de anos atrás, na época Miocena. Lembrando uma mistura de cavalo com preguiça-gigante, pesava cerca de 1,5 tonelada e media até 2,6 m de altura nos ombros.
04 agosto 2019
Mutaburrassauro, o dinossauro narigudo
O mutaburrassauro ("lagarto de Muttaburra") é um dinossauro ornitópode de cerca de 7 m de comprimento e 3 toneladas. Viveu no nordeste da Austrália entre 112 e 99,6 milhões de anos atrás, no início do período Cretáceo, e deve ter convivido com dinossauros como Atlascopcosaurus, Austrosaurus, Diamantinasaurus e Wintonotitan.
19 julho 2019
Purussauro, o superjacaré amazônico
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| Crédito: Tito Aureliano Neto |
O purussauro ("lagarto do rio Purus") é um grande jacaré extinto que viveu na América do Sul durante a época Miocena, de 13,8 a 5,3 milhões de anos atrás. Habitava pântanos da região amazônica, desde a Bolívia, passando pelo norte do Brasil, Peru, Colômbia e Venezuela. A maior espécie (Purussaurus brasiliensis) foi estimada em até 12,5 m de comprimento e 8,4 toneladas (outros pesquisadores, porém, defendem um máximo de 10,9 m e 5,6 t) e, portanto, está entre os maiores crocodilomorfos que já existiram. Como praticamente só se conhecem crânios desta espécie (o maior deles medindo 1,75 m), o comprimento total do animal não é certo.
17 maio 2019
Jeholornis, a ave com cauda dupla
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| Jeholornis prima sobre uma árvore. © Sergey Krasovskiy |
O Jeholornis ("ave de Jehol", o grupo de formações geológicas onde foi descoberto) é um dinossauro aviale que viveu entre 122 e 120 milhões de anos atrás, no início do Cretáceo, na China. Estando entre os maiores aviales da época, tinha o tamanho aproximado de um peru, com até 80 cm de comprimento. Alimentava-se de sementes de cicadáceas, ginkgos e plantas similares.
23 março 2019
Megalograptus, o grande escorpião-marinho do Ordoviciano
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| Megalograptus e, ao fundo, cefalópodes ortocones, moluscos com conchas retas. Crédito: Andrey Belov |
O Megalograptus é um artrópode euriptérido, ou "escorpião-marinho", que viveu na América do Norte durante o Ordoviciano, entre 449,5 e 443,8 milhões de anos atrás. Era relativamente grande para um predador desse período, podendo chegar a 1,2 m de comprimento da cabeça à ponta da cauda. É também um dos escorpiões-marinhos mais antigos que se conhece.
09 março 2019
Hesperossauro, o lagarto ocidental
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| Crédito: Alexander |
O hesperossauro ("lagarto ocidental", do grego hesperos, "ocidental", e sauros, "lagarto") é um dinossauro estegossauro do período Jurássico. Esse herbívoro viveu há cerca de 156 milhões de anos, na América do Norte, media de 6 a 7 m de comprimento e pesava de 2 a 3 t.
26 fevereiro 2019
Sinoceratops, o ceratopsídeo chinês
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| Crédito: Tuomas Koivurinne, 2010 |
O Sinoceratops ("rosto com chifres chinês", do latim sino, "chinês", e do grego keras, "chifre", e ops, "rosto") é um dinossauro ceratópsio que viveu entre 72 e 66 milhões de anos atrás, no final do Cretáceo, no leste da China. Era um grande herbívoro quadrúpede, podendo atingir um tamanho estimado em 6 m de comprimento, 2 m de altura e 2 toneladas. Este é o primeiro ceratopsídeo descoberto na China e provavelmente o único de toda a Ásia - todos os demais membros da família Ceratopsidea foram encontrados na América do Norte.
12 fevereiro 2019
Período Jurássico
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| Reunião de dinossauros jurássicos de diferentes regiões. Um Stegosaurus fica alerta ao olhar desafiador do carnívoro Allosaurus, observados pelo pescoçudo Diplodocus. Ao centro, embaixo, um Kentrosaurus se alimenta. Por trás da araucária, passa um Brachiosaurus, fazendo o Camptosaurus de seis metros parecer pequeno. Sobre uma folha se samambaia, um Archaeopteryx estica suas asas, enquanto um bando de Rhamphorhynchus voa pelo céu. © 2007 Keiji Terakoshi |
O Jurássico é compreendido entre 201,3 e 145 milhões de anos atrás. O segundo período da era Mesozoica começa após o Triássico e antecede o Cretáceo. É dividido em três épocas: Jurássica Inferior (subdividida nas idades Hetangiana, Sinemuriana, Pliensbaquiana e Toarciana), Jurássica Média (subdividida nas idades Aaleniana, Bajociana, Batoniana e Caloviana) e Jurássica Superior (subdividida nas idades Oxfordiana, Kimeridgiana e Titoniana).
Seu nome deriva da Cordilheira do Jura, ao norte dos Alpes europeus, onde rochas calcárias desse período foram identificadas pela primeira vez. Estratos rochosos depositados durante o Jurássico produziram reservas de ouro, calcário, carvão, petróleo e outros recursos naturais.
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| Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Jurássico, suas épocas e idades. © Mundo Pré-Histórico |
No início do Jurássico, a Pangeia estava começando a fraturar-se em duas massas terrestres: Laurásia ao norte e Gonduana ao sul, movimento que se intensificou no decorrer do período e culminou com sua separação completa no Jurássico Médio. Um relativamente estreito Oceano Atlântico Central abria-se entre a América do Norte e o noroeste da África. As mudanças geográficas criaram novas linhas costeiras, alteraram o clima continental de seco e quente para úmido e subtropical e substituíram muitas das áreas desérticas do Triássico por florestas tropicais exuberantes. Grande parte do oeste da Europa encontrava-se coberta por mares tropicais rasos e, como no Triássico, ainda não existiam calotas polares.
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| Disposição dos continentes no Jurássico. © Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona (Com modificações) |
26 janeiro 2019
Listrossauro, o soberano do Triássico Inferior
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| © John Sibbick / Science Photo Library |
O listrossauro ("lagarto pá", do grego listron, "pá", e sauros, "lagarto") é um terápsida dicinodonte (grupo de sinápsidas) que viveu entre 255 e 250 milhões de anos atrás, do final do Permiano ao início do Triássico, na África, Ásia, Europa e Antártida. Esse herbívoro robusto variava de 60 cm a 2,5 m de comprimento, dependendo da espécie, com uma média de 90 cm e 90 kg. Ele sobreviveu à extinção Permo-Triássica, há 252 milhões de anos, e tornou-se o vertebrado terrestre mais comum do Triássico Inferior.
15 janeiro 2019
Metriacantossauro, o lagarto de espinhos moderados
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| Crédito: James Kuether |
O metriacantossauro ("lagarto de espinhos moderados", do grego metrikos, "moderado", akantha, "espinho", e saurus, "lagarto") é um dinossauro terópode que viveu em meados do Jurássico, de 160 a 154 milhões de anos atrás, na Inglaterra. De porte médio, chegava a 8 m de comprimento, 2 m de altura na cintura e pesava em torno de 1 tonelada.
26 dezembro 2018
Macrauquênia, a enigmática lhama com tromba
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| Macrauchenia patachonica © Roman Uchytel |
A macrauquênia (nome que significa "pescoço comprido", do grego) é um mamífero ungulado (com cascos) que viveu nas planícies da América do Sul do final do Mioceno ao final do Pleistoceno, entre 7 milhões e 10 mil anos atrás. Era um herbívoro relativamente grande, com um comprimento em torno de 3 m e massa de até 1 tonelada.
10 dezembro 2018
Protostega, uma das maiores tartarugas-marinhas
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| Crédito: Christopher Chávez, 2015 |
O Protostega ("primeiro telhado") é uma tartaruga-marinha extinta que viveu no final do Cretáceo, de 86 a 83,5 milhões de anos atrás, nas regiões da América do Norte então cobertas pelo Mar Interior Ocidental. Com um comprimento de até 3,4 m e pesando mais de 1 tonelada, seria a quarta maior tartaruga que já existiu (atrás do arquelônio, do Cratochelone e da Stupendemys) e a terceira maior tartaruga-marinha (uma vez que Stupendemys vivia em água doce).
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