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28 abril 2024

Período Paleógeno

Fauna da época Eocena, incluindo o grande herbívoro Uintatherium (ao centro).
Crédito: Bob Hynes
© Smithsonian Institution

    O Paleógeno é o período geológico que sucede o período Cretáceo da era Mesozoica, inaugurando uma nova era, a Cenozoica, há 66 milhões de anos. Ele se estende por quarenta e três milhões de anos, até o início do período Neógeno, 23,03 milhões de anos atrás. Esse intervalo é dividido nas épocas Paleocena, Eocena e Oligocena. Seu nome significa "de origem antiga" e vem do grego palaiós, "antigo", + génos, "origem".

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Paleógeno, suas épocas e idades.
© Mundo Pré-Histórico

20 julho 2022

Era Cenozoica: a era dos mamíferos

Alguns animais do Cenozoico, da esquerda para a direita: Ptilodus, do Paleoceno; ChriacusCoryphodonGastornis e Plesiadapis, do Paleoceno-Eoceno; EobasileusHyracotherium e Andrewsarchus, do Eoceno; Arsinoitherium, do Eoceno-Oligoceno; Paraceratherium, do Oligoceno; Megacerops, do Eoceno; PhorusrhacosMoropusAmebelodon e Proconsul, do Mioceno; além de diversos outros primatas.
Crédito: Christian Jégou/Science Source Images

    A era Cenozoica é a era geológica atual, a última do éon Fanerozoico. Ela representa os últimos 66 milhões de anos, sucedendo a era Mesozoica e seguindo até os dias de hoje. Divide-se em três períodos: PaleógenoNeógeno e Quaternário, do mais antigo para o mais recente, os quais são subdivididos em sete épocas: Paleoceno, Eoceno, Oligoceno, Mioceno, Plioceno, Pleistoceno e Holoceno. Até 2004, era reconhecido o período Terciário, que correspondia, em linhas gerais, à junção do Paleógeno com o Neógeno.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Cenozoico.
© Mundo Pré-Histórico

23 dezembro 2020

Extinção do Cretáceo-Paleógeno: a extinção dos dinossauros

Um Tyrannosaurus prestes a saborear sua presa, um Edmontosaurus, é surpreendido por um acontecimento que mudaria a história do planeta.
© Raúl Martín

    O evento de extinção do Cretáceo-Paleógeno é uma extinção em massa ocorrida há cerca de 66 milhões de anos, no limite entre os períodos Cretáceo (era Mesozoica) e Paleógeno (era Cenozoica). É também chamada de extinção K-Pg, sendo K a abreviação tradicional de Cretáceo (do alemão Kreide) e Pg correspondendo a Paleógeno.
   Este acontecimento teve um enorme impacto na biodiversidade da Terra, por eliminar várias linhagens de animais que representavam elementos importantes da era Mesozoica, incluindo quase todos os dinossauros e muitos invertebrados marinhos. No total, 75% de todas as espécies de animais se extinguiram no final ou próximo do final do período Cretáceo.

Nas terras áridas próximas a Drumheller, em Alberta, Canadá, a erosão expôs o limite K-Pg, a assinatura geológica que marca a divisão entre o Cretáceo e o Paleógeno nas camadas rochosas.
Foto: Jonathan O'Rourke, 2004

    Muito antes da extinção em massa, contudo, o planeta já passava por mudanças que abalavam a sobrevivência de alguns grupos de seres vivos, especialmente marinhos. No final do Cretáceo já estava ocorrendo uma lenta extinção de grande parte dos moluscos bivalves inoceramídeos e, nos últimos milhões de anos do período, uma regressão no nível do mar gradualmente reduziu os gêneros de amonites. A diversidade da vida marinha declinou próximo ao limite K-Pg, quando as temperaturas globais aumentaram 3 a 4 ºC em um período - relativamente curto - de 200 mil anos, ao mesmo tempo que as águas se tornavam mais frias. O golpe final, então, aconteceu há 66 milhões de anos.

20 janeiro 2020

Período Cretáceo

Fauna cretácea de diferentes locais, composta por um Saltasaurus (em cima, à esquerda), dois Nyctosaurus voando pelos ares, um Styracosaurus próximo às árvores (à direita), um Tarbosaurus (no topo, à direita), um Protoceratops com suas crias (ao centro), dois Stegoceras próximos ao riacho (ao centro), um Euoplocephalus (à direita), um Maiasaura cuidando de seus filhotes (embaixo, à esquerda) e a ave Ichthyornis sobre uma rocha no leito do rio (embaixo, à direita). Em primeiro plano, uma planta angiosperma e o mamífero Deltatheridium.
Crédito: Christian Jégou / Publiphoto Diffusion / Science Photo Library

    O Cretáceo é o último período da era Mesozoica, compreendido entre 145 e 66 milhões de anos atrás. Ele sucede o Jurássico e precede o período Paleógeno da era Cenozoica. Divide-se em duas épocas: o Cretáceo Inferior (subdividido nas idades Berriasiana, Valanginiana, Hauteriviana, Barremiana, Aptiana e Albiana) e o Cretáceo Superior (subdividido nas idades Cenomaniana, Turoniana, Coniaciana, Santoniana, Campaniana e Maastrichtiana). É curioso notar que o Cretáceo, estendendo-se por setenta e nove milhões de anos, é mais longo do que toda a era atual, a Cenozoica.
    Definido pela primeira vez pelo geólogo belga Jean d'Omalius d'Halloy, em 1822, o nome Cretáceo vem do latim creta, que significa greda, cré ou giz, rocha sedimentar comum em estratos rochosos da Europa Ocidental que datam desse período. O carbonato de cálcio que compõe o giz foi depositado por escamas de cocolitóforos, algas marinhas unicelulares que prosperaram nos mares cretáceos.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Cretáceo, suas épocas e idades.
© Mundo Pré-Histórico

    A tendência de resfriamento do final do Jurássico continuou durante os primeiros cinco milhões de anos do Cretáceo, na idade Berriasiana, quando os trópicos tornaram-se mais úmidos do que no Triássico e no Jurássico. Mas logo as temperaturas subiram novamente e mantiveram-se até o final do período, possivelmente devido a intensas atividades vulcânicas que produziram grandes quantidades de dióxido de carbono. As regiões polares, em vez de gelo, eram cobertas por florestas.
    Apesar de a Gonduana ainda estar constituída no início do Cretáceo, ela logo se dividiu: América do Sul, Antártida e Austrália divergiram da África, formando o Atlântico Sul e o Oceano Índico. Dessa forma, a Pangeia completou sua fragmentação e a formação dos continentes atuais, embora suas posições fossem substancialmente diferentes. Conforme o Oceano Atlântico se alargava, a América do Norte era empurrada para oeste e várias cadeias montanhosas formavam-se em sua margem ocidental.
    O crescimento das dorsais oceânicas deslocou a água nas bacias e fez subir o nível dos oceanos, inundando grandes áreas continentais com mares quentes e relativamente rasos. Durante boa parte do Cretáceo, o nível do mar foi o mais alto em toda a história do planeta. Ele estava 100 a 200 m mais alto do que hoje no Cretáceo Inferior e 200 a 250 m mais alto no Cretáceo Superior. Na metade do período, as águas cobriram a região central do continente norte-americano, criando o extenso e raso Mar Interior Ocidental.

Disposição dos continentes no Cretáceo.
© Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)

    Diferenças de temperatura menores entre as partes do globo significaram a formação de ventos mais fracos, os quais, porém, são os responsáveis por impulsionar as correntes oceânicas. Com uma circulação menor das águas, os oceanos passavam por frequentes períodos de baixa oxigenação, revelados hoje pelas formações de folhelho negro. A estagnação das correntes profundas em meados do Cretáceo causou condições anóxicas por aproximadamente trinta milhões de anos, e a matéria orgânica sedimentada deixou de ser decomposta. Com o tempo, ela se transformou em mais da metade das reservas atuais de petróleo, localizadas principalmente nos golfos Pérsico e do México.

12 fevereiro 2019

Período Jurássico

Reunião de dinossauros jurássicos de diferentes regiões. Um Stegosaurus fica alerta ao olhar desafiador do carnívoro Allosaurus, observados pelo pescoçudo Diplodocus. Ao centro, embaixo, um Kentrosaurus se alimenta. Por trás da araucária, passa um Brachiosaurus, fazendo o Camptosaurus de seis metros parecer pequeno. Sobre uma folha se samambaia, um Archaeopteryx estica suas asas, enquanto um bando de Rhamphorhynchus voa pelo céu.
© Keiji Terakoshi, 2007

    O Jurássico é compreendido entre 201,3 e 145 milhões de anos atrás. O segundo período da era Mesozoica começa após o Triássico e antecede o Cretáceo. É dividido em três épocas: Jurássica Inferior (subdividida nas idades Hetangiana, Sinemuriana, Pliensbaquiana e Toarciana), Jurássica Média (subdividida nas idades Aaleniana, Bajociana, Batoniana e Caloviana) e Jurássica Superior (subdividida nas idades Oxfordiana, Kimeridgiana e Titoniana).
    Seu nome deriva da Cordilheira do Jura, ao norte dos Alpes europeus, onde rochas calcárias desse período foram identificadas pela primeira vez. Estratos rochosos depositados durante o Jurássico produziram reservas de ouro, calcário, carvão, petróleo e outros recursos naturais.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Jurássico, suas épocas e idades.
© Mundo Pré-Histórico

    No início do Jurássico, a Pangeia estava começando a fraturar-se em duas massas terrestres: Laurásia ao norte e Gonduana ao sul, movimento que se intensificou no decorrer do período e culminou com sua separação completa no Jurássico Médio. Um relativamente estreito Oceano Atlântico Central abria-se entre a América do Norte e o noroeste da África. As mudanças geográficas criaram novas linhas costeiras, alteraram o clima continental de seco e quente para úmido e subtropical e substituíram muitas das áreas desérticas do Triássico por florestas tropicais exuberantes. Grande parte do oeste da Europa encontrava-se coberta por mares tropicais rasos e, como no Triássico, ainda não existiam calotas polares.

Disposição dos continentes no Jurássico.
© Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)

14 agosto 2018

Período Triássico

A partir do canto superior esquerdo, no sentido horário: PostosuchusEudimorphodonPlateosaurus, grupo de CoelophysisCynognathus, dois Megazostrodon e Placerias.
Crédito: Christian Jégou / Publiphoto Diffusion / Science Photo Library

    O primeiro período da era Mesozoica é o Triássico, que sucede o período Permiano da era Paleozoica e precede o Jurássico de sua era, estendendo-se de 251,9 a 201,3 milhões de anos atrás. É dividido em três épocas: Triássica Inferior (subdividida nas idades Induana e Olenekiana), Triássica Média (subdividida nas idades Anisiana e Ladiniana) e Triássica Superior (subdividida nas idades Carniana, Noriana e Reciana), da mais antiga para a mais recente.
    O Triássico foi nomeado em 1834 por Friedrich von Alberti, em relação às três camadas distintas de rochas (as Trias) encontradas ao longo da Alemanha e noroeste da Europa: arenitos vermelhos, cobertos por calcário marinho, seguidos por evaporitos e arenitos continentais.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Triássico, suas épocas e idades.
© Mundo Pré-Histórico

    O clima global no Triássico era predominantemente quente e seco. A Pangeia, o vasto supercontinente formado ainda no Permiano, atravessava o Equador e estendia-se em direção a ambos os polos. Áreas costeiras eram regadas por chuvas sazonais, mas o amplo e isolado interior do continente permanecia mais árido, com a incidência de desertos. As regiões polares eram úmidas e temperadas, livres de gelo, fornecendo condições adequadas ao desenvolvimento de florestas e animais vertebrados, incluindo répteis. No final do período, a expansão do fundo oceânico no Oceano de Tétis levou ao início da ruptura da Pangeia em uma porção norte e outra sul.

Disposição dos continentes no Triássico
© Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)

27 maio 2018

Era Mesozoica: a era dos dinossauros

O Mesozoico é conhecido como a "era dos dinossauros".
© Mohamad Haghani

    A era Mesozoica (do grego meso + zōon, "vida intermediária") é um intervalo do tempo geológico localizado entre 251,9 e 66 milhões de anos atrás. É uma das três eras do éon Fanerozoico, precedida pela Paleozoica e sucedida pela Cenozoica. Divide-se em três períodos: Triássico, JurássicoCretáceo, do mais antigo para o mais recente.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Mesozoico.
© Mundo Pré-Histórico

12 janeiro 2018

Éon Proterozoico

Célula procariótica e várias formas de cianobactérias.
Crédito: Christian Jégou / Publiphoto Diffusion

    O éon Proterozoico é a faixa de tempo compreendida de 2,5 bilhões a 541 milhões de anos atrás. É a parte mais recente do superéon Pré-Cambriano, vindo logo após o éon Arqueano. O nome significa, em grego, "anterior à vida", porque costumava-se acreditar que a vida teria surgido somente no éon seguinte, o Fanerozoico. Hoje, porém, sabe-se que os primeiros estágios da vida na Terra ocorreram muito antes disso. O Proterozoico divide-se em três eras geológicas: Paleoproterozoica (2,5 a 1,6 bilhões de anos atrás ou Ga), Mesoproterozoica (1,6 a 1 Ga) e Neoproterozoica (1 Ga a 541 milhões de anos atrás ou Ma).

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Proterozoico.
© Mundo Pré-Histórico

    As placas tectônicas do planeta estavam bastante ativas durante o Proterozoico, por isso ocorriam sucessivas colisões e separações de massas terrestres. Surgiram os primeiros protocontinentes, ou crátons - estruturas geológicas estáveis que seriam os "embriões" dos continentes atuais. Na era Paleoproterozoica, entre 2,1 bilhões e 1,8 bilhão de anos atrás, as terras emersas formaram o supercontinente Colúmbia, que rompeu-se entre 1,5 e 1,35 bilhão de anos atrás, aproximadamente. Os fragmentos derivados da ruptura de Colúmbia juntaram-se novamente entre 1,3 bilhão e 900 milhões de anos atrás, no Neoproterozoico, criando o supercontinente Rodínia, que dividiu-se novamente entre 750 e 633 milhões de anos atrás. No final da era Neoproterozoica, há cerca de 600 milhões de anos, os continentes do sul unificaram-se e deram origem à Gonduana.

Disposição dos continentes há 600 milhões de anos, no período Ediacarano.
Crédito: Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)

26 setembro 2017

Origem da vida

    Embora ainda não seja claro para a Biologia como a vida surgiu na Terra, existem várias teorias que tentam explicar esse importante momento na história do nosso planeta. Muitas linhas de evidências ajudam a fornecer pistas a respeito: fósseis, datação radiométrica, a filogenia, a química dos organismos modernos e até experimentos. Contudo, como novas evidências estão sendo descobertas constantemente, hipóteses sobre como a vida se originou podem ser modificadas. É importante lembrar que mudanças nessas hipóteses são parte normal do processo da Ciência e que elas não representam uma mudança na base da teoria evolutiva.

Os seres vivos, por definição, são formados por células, apresentam metabolismo, respondem a estímulos, possuem material genético, são capazes de se reproduzir e evoluem.
Crédito: (autor desconhecido)

    Seres vivos são extremamente complexos, mesmo organismos antigos como bactérias. Entretanto, toda essa complexidade não surgiu do nada, completamente formada. Ao contrário, a vida quase que certamente se originou a partir de pequenos passos, cada um somando complexidade sobre o anterior. Tudo começou há cerca de 3,5 bilhões de anos, quando a crosta terrestre começou a resfriar (leia mais em Éon Arqueano).
    A teoria mais aceita pela comunidade científica, atualmente, foi proposta na década de 1920, pelo bioquímico russo Aleksandr Oparin e, independentemente, pelo biólogo inglês J.B.S. Haldane. A Teoria da Evolução Química ou Molecular propõe que modificações lentas e graduais causaram a formação de moléculas orgânicas, a partir de substâncias químicas simples. Esses compostos orgânicos, entre eles proteínas e carboidratos, posteriormente formaram agregados moleculares com certo metabolismo, que deram origem às primeiras células.

24 julho 2017

Éon Arqueano

Crédito: Peter Sawyer / Instituto Smithsoniano

    O éon Arqueano (do grego archaîos, "antigo") está compreendido entre 4 e 2,5 bilhões de anos atrás. Sucede o éon Hadeano e precede o Proterozoico. É subdividido em quatro eras: Eoarqueana (4 a 3,6 bilhões de anos atrás ou Ga), Paleoarqueana (3,6 a 3,2 Ga), Mesoarqueana (3,2 a 2,8 Ga) e Neoarqueana (2,8 a 2,5 Ga). Neste éon, a crosta terrestre havia esfriado o suficiente para formar os primeiros continentes, mas o fluxo interno de calor no planeta ainda era três vezes maior que o atual e as atividades tectônicas eram intensas. À exceção de alguns grãos minerais conhecidos do Hadeano, as formações rochosas expostas mais antigas do planeta são arqueanas.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Arqueano.
© Mundo Pré-Histórico

06 maio 2017

Éon Hadeano

O planeta Terra em sua origem.
© BBC

    Na escala do tempo geológico, o Hadeano é o éon mais antigo, que começou há cerca de 4,6 bilhões de anos, com a formação do Sistema Solar e do planeta Terra, e terminou há cerca de 4 bilhões de anos, quando surgiram as primeiras rochas e iniciou-se o éon Arqueano. Seu nome deriva de Hades, a terra dos mortos na mitologia grega, uma referência às condições infernais do planeta durante suas primeiras centenas de milhões de anos.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Hadeano.
© Mundo Pré-Histórico

02 maio 2017

Pré-Cambriano

Antes de a crosta terrestre solidificar-se, há aproximadamente 4,4 bilhões de anos, a superfície do planeta era um imenso mar de lava.
Crédito: (autor desconhecido)

    O planeta Terra formou-se há cerca de 4,6 bilhões de anos. Desse total, os primeiros 4 bilhões compõem a maior divisão do tempo geológico, chamada Pré-Cambriano. Abrangendo 89% da história do planeta, o Pré-Cambriano é um superéon, que corresponde ao conjunto dos éons Hadeano, Arqueano e Proterozoico.
    Foi no Pré-Cambriano que ocorreu a formação do planeta, dos oceanos, da atmosfera, da camada de ozônio e das placas tectônicas. Também marca o início da vida na Terra, o aparecimento das primeiras células e, então, as primeiras algas e animais.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Pré-Cambriano.
© Mundo Pré-Histórico

30 dezembro 2016

Período Permiano

Inostrancevia ataca Scutosaurus, na Rússia do final do Permiano.
© Mauricio Antón

    Último período da era Paleozoica, o Permiano ou Pérmico sucedeu o Carbonífero - sendo o período seguinte (o Triássico) pertencente à era Mesozoica. Compreende o tempo entre 299 e 251,9 milhões de anos atrás. É subdividido nas épocas Cisuraliana (mais antiga), Guadalupiana e Lopingiana (mais recente). O nome Permiano, definido em 1841 pelo geólogo Roderick Murchison, vem de Perm, cidade no oeste da Rússia com grandes formações rochosas desse período.

Tabela do tempo geológico em escala.
© Mundo Pré-Histórico

    Os continentes convergiam, reunindo praticamente todas as terras emersas do globo. Em meados do Permiano, estava formado o supercontinente Pangeia, que estendia-se de norte a sul. O restante da superfície do planeta era coberto pelo superoceano Pantalassa.
    Devido à imensa concentração das massas terrestres, o interior do continente tornava-se cada vez mais seco, longe dos ventos que traziam a umidade do mar. As regiões úmidas e pantanosas diminuíam, as grandes florestas desapareciam e o nível de oxigênio na atmosfera era reduzido a um nível semelhante ao atual.

Disposição dos continentes no Permiano
© Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)

25 julho 2016

Período Carbonífero

Crédito: (autor desconhecido)

    O Carbonífero, ou Carbônico, é o período do tempo geológico compreendido entre cerca de 359 e 299 milhões de anos atrás. Dentro da era Paleozoica, sucede o período Devoniano e precede o Permiano. É subdividido em duas épocas: Mississippiano e Pensilvaniano, de acordo com os estratos rochosos encontrados na América do Norte.

Tabela do tempo geológico em escala.
© Mundo Pré-Histórico

    No início do Carbonífero, um aumento no nível dos oceanos alagou muitas terras baixas, criando mares litorâneos rasos. Porém, esse efeito se reverteu em meados do período, há cerca de 323 milhões de anos. A mudança no nível do mar causou considerável extinção da fauna marinha, principalmente entre crinoides (lírios-do-mar) e amonites. Gonduana, o supercontinente do Hemisfério Sul, passou a sofrer uma forte glaciação, coberto por uma espessa camada de gelo, enquanto as regiões equatoriais mantinham-se com um clima quente e úmido o suficiente para o desenvolvimento de pântanos e florestas exuberantes. Ao longo do período, as massas de terra de todo o planeta se uniram para formar a Pangeia, o continente único que resistiu até a era seguinte. Montanhas erguiam-se conforme os continentes colidiam.

Disposição dos continentes no Carbonífero.
© Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)

13 dezembro 2015

Período Devoniano

Eusthenopteron, Diplacanthus, Acanthostega, Bothriolepis e Rhacophyton.
Crédito: Karen Carr
© The Field Museum

    Quarta divisão da era Paleozoica, o Devoniano (ou Devônico) compreende o período entre 416 e 354 milhões de anos atrás, sucedendo o Siluriano e precedendo o Carbonífero. É subdividido nas épocas Devoniano Inferior (mais antiga), Médio e Superior (mais recente). Seu nome foi criado em 1830 para descrever uma sucessão de rochas em Devon, Inglaterra.

Tabela do tempo geológico em escala.
© Mundo Pré-Histórico

    O planeta passou por grandes mudanças geológicas nesse período, o que causou intensa atividade vulcânica. O continente Laurência (que corresponde à América do Norte) colidiu com a Báltica (parte da Europa) no início do Devoniano, formando a Euramérica. Além deste, havia a Sibéria e a Gonduana (o maior continente, que abrangia a Antártida, parte da África, América do Sul e Oceania). Enquanto os microcontinentes que viriam a formar a Ásia tinham temperaturas mais altas, na Gonduana predominava o clima frio e úmido. Grande parte da superfície do planeta estava submersa por mares rasos.

Disposição dos continentes no Devoniano.
© Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)

25 fevereiro 2015

Período Siluriano

Vida marinha do Siluriano.
© Alena Hovorkova

    O Siluriano ou Silúrico é o período da era Paleozoica compreendido entre 443 e 416 milhões de anos atrás. Terceiro período de sua era, sucede o período Ordoviciano e precede o Devoniano. Divide-se, cronologicamente, nas épocas Llandovery, Wenlock, Ludlow e Pridoli.
    O primeiro a identificar esse período foi Sir Roderick Murchison, que examinava um estrado rochoso ao sul do País de Gales em 1830. O termo veio de uma antiga tribo céltica, os siluares, seguindo a convenção que seu amigo Adam Sedgwick havia usado para nomear o Cambriano.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Siluriano.
© Mundo Pré-Histórico

    No início do Siluriano, a fauna teve que se recuperar da extinção em massa que dizimou 60% das espécies marinhas do Ordoviciano, adaptando-se às condições climáticas mais frias. Ao longo do período, o clima se tornou mais ameno e estável, o que provocou o descongelamento de grandes massas glaciais e, com isso, o aumento do nível dos mares. As terras que hoje são América do Norte, Europa, Ásia e Oceania ficaram encobertas durante algum tempo, antes de se soerguerem e as águas começarem a baixar novamente.

Disposição dos continentes no Siluriano
© Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)

11 agosto 2014

Período Ordoviciano

Vida marinha ordoviciana da América do Norte
Ilustração do livro A Sea without Fish © Indiana University Press

    O Ordoviciano, ou Ordovícico, segundo período da era Paleozoica, começou há 488 milhões de anos e terminou há 443 milhões, sucedendo o período Cambriano e precedendo o Siluriano. É subdividido nas épocas Ordoviciano Inferior (a mais antiga), Ordoviciano Médio e Ordoviciano Superior (a mais recente). O nome vem do latim ordovices, antigo povo celta que vivia na região central do País de Gales.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Ordoviciano.
© Mundo Pré-Histórico

    O período foi caracterizado por frequentes terremotos. O mar estava acima do nível atual, e a atmosfera possuía grandes concentrações de gás carbônico. A maior parte das massas continentais confinava-se ao sul, formando o supercontinente Gonduana. Suas terras, invadidas por extensos mares rasos, possuíam agora um clima mais úmido e ameno.
    O Ordoviciano foi um período de resfriamento global: mais tarde, uma grande camada de gelo cobriria grande parte do Hemisfério Sul.

Disposição dos continentes no Ordoviciano
© Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)

28 maio 2014

Período Cambriano

A paisagem submarina do Folhelho Burgess, Canadá, durante o Cambriano.
© 
John Sibbick

    O Cambriano, ou Câmbrico, é o primeiro período da era Paleozoica e durou de 541 a 485,4 milhões de anos atrás. Compreendido entre o período Ediacarano da era Neoproterozoica e o período Ordoviciano de sua era, o Cambriano é dividido em quatro épocas: Terreneuviana, duas ainda não nomeadas, que correspondem às séries geológicas 2 e 3, e Furongiana, da mais antiga para a mais recente.
    O nome Cambriano vem de Cambria, antigo nome do País de Gales, onde foram achados os primeiros estados rochosos deste período. Rochas e fósseis cambrianos são relativamente raros, sendo o Folhelho Burgess, no Canadá, o principal local em que são encontrados.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Cambriano.
© Mundo Pré-Histórico

    No Cambriano, a Terra possuía quatro continentes: os três pequenos próximos aos trópicos eram Laurência (parte central da América do Norte), Báltica (leste da Europa) e Sibéria (oeste da Rússia), entremeados pelo Oceano de Jápeto; além desses, havia o supercontinente Gonduana, ao sul. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera era cerca de 18 vezes maior do que hoje, a maior em toda a história do planeta. Como o clima era bem quente, não existiam calotas polares, e os níveis d'água eram altos.

Disposição dos continentes no Cambriano
© Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)

26 maio 2014

Era Paleozoica: a era da vida antiga

A vida proliferou na era Paleozoica.
Crédito: (autor desconhecido)

    O Paleozoico (do grego "vida antiga") é a primeira era do éon Fanerozoico (que abrange também as eras Mesozoica e Cenozoica). Compreende o espaço de tempo de aproximadamente 541 milhões a 251,9 milhões de anos atrás e é dividida em seis períodos: Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano, do mais antigo para o mais recente.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Paleozoico.
© Mundo Pré-Histórico

28 janeiro 2011

Tempo geológico


O tempo geológico é a divisão da história da Terra em éons, eras, períodos, épocas e idades. Representa o espaço de tempo desde a formação do planeta, há 4,6 bilhões de anos, até a atualidade, baseando-se nos grandes eventos geológicos.
Essa linha do tempo ajuda a compreender como e quando aconteceram as transformações no planeta, bem como entender melhor a evolução dos seres vivos. Os cientistas ainda não chegaram a um consenso exato sobre a escala do tempo geológico, e existem muitas versões.