2 de maio de 2017

Pré-Cambriano

Depois de ter feito uma série de postagens sobre os períodos da era Paleozoica, resolvi falar também sobre um intervalo de tempo anterior a ela, o Pré-Cambriano. Afinal, muita coisa já havia acontecido no nosso planeta antes da explosão de vida do Cambriano. Para contar essa história, vamos voltar ainda mais ao passado e começar do começo.


Antes de a crosta terrestre solidificar-se, há aproximadamente 4,4 bilhões de anos, a superfície do planeta era um imenso mar de lava.
(Autor desconhecido)

O planeta Terra formou-se há cerca de 4,6 bilhões de anos. Desse total, os primeiros 4 bilhões compõem a maior divisão do tempo geológico, chamada Pré-Cambriano. Abrangendo 89% da história do planeta, o Pré-Cambriano é um superéon, que corresponde ao conjunto dos éons Hadeano, Arqueano e Proterozoico.
Foi no Pré-Cambriano que ocorreu a formação do planeta, dos oceanos, da atmosfera, da camada de ozônio e das placas tectônicas. Também marca o início da vida na Terra, o aparecimento das primeiras células e, então, os primeiros animais e vegetais.

Tabela do tempo geológico em escala
© Mundo Pré-Histórico

Este superéon estende-se desde a formação da Terra até 541 milhões de anos atrás, quando começa o éon atual, o Fanerozoico, conhecido pelo desenvolvimento evidente da vida. O Pré-Cambriano é assim chamado porque precede o Cambriano, o primeiro período do Paleozoico, que é a primeira era do éon Fanerozoico.
Relativamente pouco se sabe sobre o Pré-Cambriano, uma vez que o registro fóssil daquele tempo é muito mais pobre do que do éon atual. Isto se deve ao fato de que muitas rochas pré-cambrianas passaram por intensas transformações, obscurecendo suas origens, enquanto outras foram destruídas por erosão ou permanecem profundamente soterradas por rochas mais recentes.

Estromatólitos e colônias de bactérias habitavam as águas rasas no Arqueano, em torno de 3 bilhões de anos atrás - um tempo em que o brilho do Sol era 20% mais fraco do que hoje. Os micro-organismos começaram a se desenvolver mesmo com o intenso vulcanismo da época.
© Peter Sawyer/Instituto Smithsoniano

Alguns vestígios, entretanto, são conhecidos. Os estromatólitos, rochas formadas pela atividade metabólica de micro-organismos, estão entre as mais antigas evidências de vida, com idades de até 3,5 bilhões de anos. Mas foi somente no fim do Pré-Cambriano que os organismos multicelulares evoluíram e foram criadas as condições necessárias para a explosão da vida registrada no início do éon Fanerozoico.


A fauna de Ediacara, Austrália, ao final do Pré-Cambriano. Estas foram as primeiras formas animais mais complexas, que viveram entre 600 e 570 milhões de anos atrás.
© Museu Nacional de História Natural, Instituto Smithsoniano

Fontes: WikipédiaUnesp de Rio Claro e Toda Matéria.

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