16 de junho de 2018

Pinacossauro, o anquilossauro mais bem preservado

© 1995 Berislav Kržić

O pinacossauro ("lagarto prancha", do grego pinax + saurus) é um anquilossaurídeo de porte médio que viveu na Mongólia e na China entre 80 e 75 milhões de anos atrás, no final do Cretáceo. Tinha cerca de 5 m de comprimento e pesava até 1 t. Este é o anquilossauro com o maior número de exemplares fósseis do mundo, o que nos permite conhecer bem a estrutura e o desenvolvimento de seu esqueleto.

9 de junho de 2018

Saltassauro, o saurópode com armadura

© Masato Hattori

O saltassauro ("lagarto de Salta") é um saurópode titanossauro do final do Cretáceo, que viveu na Argentina há 70 milhões de anos. É estimado em 12 m de comprimento e 7 toneladas. Foi o primeiro saurópode com placas ósseas na pele descoberto, embora esse tipo de armadura tenha sido mais tarde encontrado também em outros titanossauros.

27 de maio de 2018

Era Mesozoica

O Mesozoico é conhecido como a "era dos dinossauros".
© Mohamad Haghani

A era Mesozoica (do grego meso + zōon, "vida intermediária") é um intervalo do tempo geológico localizado entre 252 e 66 milhões de anos atrás. É uma das três eras do éon Fanerozoico, precedida pela Paleozoica e sucedida pela Cenozoica. Divide-se em três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo, do mais antigo para o mais recente.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Mesozoico.
© Mundo Pré-Histórico

21 de maio de 2018

Rhyniognatha, o inseto mais antigo

O fóssil singular permaneceu intocado no Museu de História Natural de Londres por mais de 70 anos.
Crédito: Museu de História Natural de Londres / Alamy Stock Photo

Rhyniognatha ("mandíbulas de Rhynie") é considerado o mais antigo inseto conhecido do mundo. Viveu no norte da Europa e surgiu bastante cedo no Devoniano, entre 407 e 396 milhões de anos atrás, quando os primeiros ecossistemas terrestres do planeta estavam sendo formados. Lembra superficialmente uma traça-dos-livros atual e media, possivelmente, 5 mm de comprimento.

16 de maio de 2018

Genyornis, o último pássaro-trovão

© Roman Uchytel / Science Photo Library

O Genyornis ("ave da mandíbula", em grego) é uma antiga ave não voadora que viveu na Austrália entre 1,8 milhão e 40 mil anos atrás, no final do Pleistoceno. Com até 2,25 m de altura e 250 kg, era uma ave grande e volumosa, com asas pequenas e pernas fortes. Seus parentes vivos mais próximos são os patos e gansos. Foi o último membro da família de aves Dromornithidae, conhecidas como "pássaros-trovão" ou "patos demoníacos", das quais o maior representante é o gigante Dromornis.

20 de abril de 2018

Cinógnato

Grupo de cinógnatos ataca um Placerias
Crédito: Mark Hallett, 1989

O cinógnato (do grego "mandíbula de cachorro") é um sinápsida cinodonte do período Triássico. Esse animal próximo dos mamíferos viveu na América do Sul, Antártica e sul da África, de 247 a 237 milhões de anos atrás. Semelhante a um cão, era atarracado, mas ágil, media 1 m de comprimento e pesava cerca de 7 kg.

4 de abril de 2018

Saurópodes (Sauropoda)

Da esquerda para a direita: Antetonitrus, um dos saurópodes mais antigos, Camarasaurus, Giraffatitan, o gigantesco Argentinosaurus, Nigersaurus e Rapetosaurus, em comparação a um humano.
Arte por Raúl Martín
© 2012 Scientific American

Sauropoda (do grego "pés de lagarto") é uma infraordem de dinossauros saurísquios (com "cintura de lagarto"), caracterizados por pescoço e cauda bastante compridos, cabeça pequena em relação ao corpo e membros fortes como colunas. A maioria das espécies distingue-se pelo enorme tamanho que atingiam, algumas delas estando entre os maiores animais de todos os tempos. Foram também um dos grupos de dinossauros mais bem sucedidos e duradouros, tendo vivido do início do Jurássico até o fim do Cretáceo. Fósseis de saurópodes já foram encontrados em todos os continentes, incluindo a Antártida.
Eram todos herbívoros, quadrúpedes e tinham narinas afastadas da ponta do focinho. Seus fortes membros traseiros terminavam em pés largos com cinco dedos, dos quais apenas os três internos (ou quatro, em alguns casos) eram dotados de garras; os membros dianteiros eram bem mais esguios, com patas estreitas, dedos extraordinariamente diminutos (na maioria dos casos, imperceptíveis em vida) e uma única garra no polegar, cuja função é desconhecida.

Esqueleto de Apatosaurus no Museu Americano de História Natural, em Nova York, EUA.
Mão esquerda (em vistas frontal e traseira) e pé esquerdo de um saurópode diplodocídeo. De acordo com pegadas fossilizadas, a parte de trás dos membros dianteiros não era "almofadada", como uma pata de elefante, mas côncava.
Crédito: Natee Puttapipat