21 de maio de 2018

Rhyniognatha, o inseto mais antigo

O fóssil singular permaneceu intocado no Museu de História Natural de Londres por mais de 70 anos.
Crédito: Museu de História Natural de Londres / Alamy Stock Photo

Rhyniognatha ("mandíbulas de Rhynie") é considerado o mais antigo inseto conhecido do mundo. Viveu no norte da Europa e surgiu bastante cedo no Devoniano, entre 407 e 396 milhões de anos atrás, quando os primeiros ecossistemas terrestres do planeta estavam sendo formados. Lembra superficialmente uma traça-dos-livros atual e media, possivelmente, 5 mm de comprimento.

16 de maio de 2018

Genyornis, o último pássaro-trovão

© Roman Uchytel / Science Photo Library

O Genyornis ("ave da mandíbula", em grego) é uma antiga ave não voadora que viveu na Austrália entre 1,8 milhão e 40 mil anos atrás, no final do Pleistoceno. Com até 2,25 m de altura e 250 kg, era uma ave grande e volumosa, com asas pequenas e pernas fortes. Seus parentes vivos mais próximos são os patos e gansos. Foi o último membro da família de aves Dromornithidae, conhecidas como "pássaros-trovão" ou "patos demoníacos", das quais o maior representante é o gigante Dromornis.

20 de abril de 2018

Cinógnato, o réptil-cachorro

Grupo de cinógnatos ataca um Placerias
Crédito: Mark Hallett, 1989

O cinógnato (do grego "mandíbula de cachorro") é um terápsida cinodonte do período Triássico. Esse réptil próximo dos mamíferos viveu na América do Sul, Antártica e sul da África, de 247 a 237 milhões de anos atrás. Semelhante a um cão, era atarracado, mas ágil, media 1 m de comprimento e pesava cerca de 7 kg.

4 de abril de 2018

Saurópodes (Sauropoda)

Da esquerda para a direita: Antetonitrus, um dos saurópodes mais antigos, Camarasaurus, Giraffatitan, o gigantesco Argentinosaurus, Nigersaurus e Rapetosaurus, em comparação a um humano.
Arte por Raúl Martín
© 2012 Scientific American

Sauropoda (do grego "pés de lagarto") é uma infraordem de dinossauros saurísquios (com "cintura de lagarto"), caracterizados por pescoço e cauda bastante compridos, cabeça pequena em relação ao corpo e membros fortes como colunas. A maioria das espécies distingue-se pelo enorme tamanho que atingiam, algumas delas estando entre os maiores animais de todos os tempos. Foram também um dos grupos de dinossauros mais bem sucedidos e duradouros, tendo vivido do início do Jurássico até o fim do Cretáceo. Fósseis de saurópodes já foram encontrados em todos os continentes, incluindo a Antártida.
Eram todos herbívoros, quadrúpedes e tinham narinas afastadas da ponta do focinho. Seus fortes membros traseiros terminavam em pés largos com cinco dedos, dos quais apenas os três internos (ou quatro, em alguns casos) eram dotados de garras; os membros dianteiros eram bem mais esguios, com patas estreitas, dedos extraordinariamente diminutos (na maioria dos casos, imperceptíveis em vida) e uma única garra no polegar, cuja função é desconhecida.

Esqueleto de Apatosaurus no Museu Americano de História Natural, em Nova York, EUA.
Mão esquerda (em vistas frontal e traseira) e pé esquerdo de um saurópode diplodocídeo. De acordo com pegadas fossilizadas, a parte de trás dos membros dianteiros não era "almofadada", como uma pata de elefante, mas côncava.
Crédito: Natee Puttapipat

20 de março de 2018

Bariônix, o dinossauro pescador

Crédito: Davide Bonnadonna

O bariônix ("garra pesada", do grego barys, "pesado", e onyx, "garra") é um dinossauro terópode do início do período Cretáceo, que viveu entre 130 e 125 milhões de anos atrás, na Europa. Era um espinossaurídeo muito semelhante ao suchomimo e chegava a mais de 9 m de comprimento e 2 t. Provavelmente vivia às margens de rios e lagos, espreitando peixes e outros animais aquáticos, e passava grande parte do dia na água.

21 de fevereiro de 2018

Arandaspis, um antigo e estranho peixe

Crédito: Christian Darkin

Arandaspis ("escudo de Aranda") é um gênero extinto de peixe sem mandíbula, que viveu no início do período Ordoviciano, em torno de 480 a 470 milhões de anos atrás. Descoberto na Austrália, seu nome vem de uma tribo aborígene local, a Aranda. Media cerca de 15 cm de comprimento e é um dos peixes ordovicianos mais bem conhecidos.

11 de fevereiro de 2018

Tianyulong, um dinossauro com "penas" inesperado

Crédito: Li-Da Xing

O Tianyulong ("dragão de Tianyu") é um pequeno dinossauro ornitísquio do final do Jurássico, que viveu na China há 158,5 milhões de anos e media cerca de 70 cm de comprimento. Era primariamente herbívoro, mas seus dentes diferenciados também podiam mastigar carne, o que faz dele um animal possivelmente onívoro. Sua característica mais notável é a presença de estruturas dérmicas semelhantes a penas no dorso, o que sugere que a origem destas ocorreu muito antes do que se pensava.