7 de novembro de 2018

Pterodaustro, o pterossauro filtrador

Crédito: Luis V. Rey

O Pterodaustro ("asa do sul", do grego pteron, "asa", e do latim de austro, "do sul") é um pterossauro que viveu no início do Cretáceo, há cerca de 105 milhões de anos, na América do Sul. Atingia, em média, 2,5 m de envergadura e 4,5 kg. Vivia próximo a lagos e provavelmente era ativo no período noturno. Além de ter sido o primeiro pterossauro sul-americano encontrado, é o único conhecido que se alimentava por filtração, como os flamingos modernos.

28 de outubro de 2018

Limnoscelis

Limnoscelis paludis
Crédito: Dmitry Bogdanov

Limnoscelis ("pés do pântano", combinação de latim e grego) é um gênero de anfíbio reptiliomorfo, grupo de tetrápodes (vertebrados com quatro membros) que deu origem aos amniotas (os vertebrados que põem ovos em terra). Viveu na América do Norte entre o final do Carbonífero e o início do Permiano, de 306 a 295 milhões de anos atrás, media 1,5 m de comprimento e pesava cerca de 4,5 kg. Era um dos maiores anfíbios de seu tempo, mas vale ressaltar que o Limnoscelis tem um parentesco mais próximo com os amniotas (répteis, aves e mamíferos) do que com os anfíbios modernos.

23 de outubro de 2018

Gorgossauro

© 2011 Pablo Lara

O gorgossauro (do grego "lagarto pavoroso") é um dinossauro terópode que viveu no oeste da América do Norte no final do Cretáceo, entre 76,6 e 75,1 milhões de anos atrás. Como a maioria dos tiranossaurídeos conhecidos, era um predador bípede que pesava de 2,5 a 3 t e media de 8 a 9 m de comprimento. Viveu nas várzeas exuberantes ao longo da margem oeste do Mar Interior Ocidental, que cortava o continente durante o Cretáceo.

11 de outubro de 2018

Cratoavis, a mais antiga ave brasileira

Crédito: Deverson da Silva (Pepi)

Cratoavis ("ave do Crato") é uma pequena ave que viveu no nordeste do Brasil durante o Cretáceo Inferior, de 115 a 113 milhões de anos atrás. Pertence ao grupo dos enantiornites (Enantiornithes), a mais diversa e abundante linhagem de aves do Mesozoico. A descoberta da espécie ocorreu no município de Nova Olinda, Ceará, e estende consideravelmente o registro temporal das aves enantiornites na América do Sul até o início do Cretáceo.

26 de setembro de 2018

Ceratópsios (Ceratopsia)

© 2014 Julius T. Csotonyi

Ceratópsios (subordem Ceratopsia, do grego "rostos com chifres") são um grupo de dinossauros ornitísquios herbívoros dotados de bico. Eles prosperaram pela América do Norte, Europa e Ásia durante o período Cretáceo, até 66 milhões de anos atrás, embora formas ancestrais tenham vivido antes, ainda no Jurássico, desde 158 milhões de anos atrás. Variavam em tamanho de 1 a mais de 9 m de comprimento. Ceratopsia inclui os dinossauros que possuem chifres, bico, dentes com raízes duplas, vértebras cervicais fundidas e púbis (osso do quadril) voltado para frente. Seu grupo-irmão são os paquicefalossauros (Pachycephalosauria), junto dos quais formam o clado Marginocephalia.

Da esquerda para a direita: Coahuilaceratops, Agujaceratops, Torosaurus e, logo abaixo, Psittacosaurus e Turanoceratops.
Crédito: Sergey Krasovskiy

22 de setembro de 2018

Pikaia, o cordado mais antigo

(Autor desconhecido)

O Pikaia é um animal marinho extinto do período Cambriano, tendo vivido há 505 milhões de anos. Media em torno de 5 cm de comprimento e foi descoberto no Folhelho Burgess, depósito fossilífero localizado na Colúmbia Britânica, oeste do Canadá. Sendo um cefalocordado, tem afinidades com o anfioxo moderno e apresenta cordão nervoso e sistema vascular. A presença de uma criatura relativamente complexa em tempos cambrianos reforça a ideia de que a diversificação da vida começou muito antes daquela época, talvez cedo no Pré-Cambriano.

15 de setembro de 2018

Hipsilofodonte, o pequeno corredor

Grupo de hipsilofodontes cruza um pequeno rio.
© 2017 James Field

O hipsilofodonte ("dente de Hypsilophus", nome científico obsoleto de iguana) é um dinossauro ornitísquio do início do Cretáceo, que viveu na Inglaterra, de 130 a 125 milhões de anos atrás. Era um pequeno animal bípede e herbívoro, ou possivelmente onívoro, que chegava a 1,8 m de comprimento, 50 cm de altura e 20 kg. Provavelmente vivia em grupos.