23 de novembro de 2017

Terizinossauro - as maiores garras do reino animal

© 2012 Damir G. Martin

O terizinossauro (do grego "lagarto foice") é um grande dinossauro terópode do final do Cretáceo que destaca-se pelas enormes garras de suas mãos, as maiores de qualquer animal conhecido. Viveu de 70 a 66 milhões de anos atrás, na Ásia, e estima-se que alcançava até 10 m de comprimento e 5 t. Provavelmente se alimentava de plantas.

16 de novembro de 2017

Dinossauros do Brasil

O Brasil possui mais de vinte espécies de dinossauros confirmadas e batizadas, embora a maioria delas seja pouco conhecida pelo público. Esse número ainda é pequeno comparado à quantidade de descobertas feitas em outros países, devido à falta de investimento nessa área e o menor número de profissionais da Paleontologia no Brasil. Descobertas feitas em terras brasileiras mostram que o País tem muitas espécies distintas e de grande valor para a Ciência, chamando a atenção de pesquisadores de todo o mundo. Ao longo dos anos, o empenho dos paleontólogos brasileiros e ações de popularização contribuíram para fomentar as pesquisas e, assim, o número de espécies descritas aumentou consideravelmente.

Maxakalisaurus é atacado por um grupo de Pycnonemosaurus, na região central do Brasil, mais de 80 milhões de anos atrás.
© Maurilio Oliveira

Os cientistas acreditam que o Brasil tenha abrigado uma grande variedade de dinossauros. Os que são conhecidos até agora viveram no período Triássico ou no Cretáceo. O nosso Jurássico ainda é uma incógnita: possivelmente, durante esse período, o território brasileiro foi soerguido por uma pluma de calor do manto do planeta, expondo as rochas à erosão e dificultando a formação de fósseis.
Durante a maior parte da era Mesozoica, nosso país esteve em condições de extrema aridez, e a oferta de alimentos era mais escassa. Por isso, muitos dos dinossauros que viveram por aqui são considerados pequenos. Mas isso não significa que o Brasil não era lar de alguns gigantes, até pela proximidade com a Argentina, onde foram encontrados os maiores dinossauros do mundo. Outro fato interessante é que, como os continentes estavam unidos, os exemplares brasileiros e africanos guardam muitas semelhanças entre si e fazem parte das mesmas linhagens.
Quando os continentes se dividiram, o litoral tornou-se mais úmido e desenvolveu mais vegetação, aumentando a diversidade de espécies. Na região de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, as florestas de coníferas e samambaias serviam de alimento para diversas espécies de titanossauros, grandes herbívoros de pescoço e cauda compridos. Os titanossauros tiveram bastante êxito durante o Cretáceo e os maiores deles viveram na América do Sul.
Os primeiros fósseis foram encontrados no Brasil no ano de 1897; eram pegadas fossilizadas, localizadas próximo à cidade de Sousa, na Paraíba. Na década de 1940, Uberaba, em Minas Gerais, e o oeste paulista revelaram-se regiões importantes para a paleontologia. Já foram encontrados ossos, dentes, ovos, penas, pegadas e até excrementos de dinossauros no Brasil. Fósseis do Rio Grande do Sul apontam que os dinossauros mais antigos do mundo viveram nessa região, o que contribui para melhor compreender a evolução dos primeiros dinossauros.

A seguir, você verá uma lista com todas as espécies de dinossauros brasileiros conhecidos até agora. Vale a pena conferir! Ao longo do tempo, essa lista com certeza irá aumentar, acompanhando as descobertas mais recentes feitas no País.

10 de novembro de 2017

Lepidodendro, a árvore com escamas

© DeAgostini/Getty Images

Lepidodendron (do grego lepido, escama, e dendron, árvore) é um gênero extinto de planta primitiva, vascular e arborescente, da divisão Licopodiófitas (Lycopodiophyta). Podia alcançar 40 m de altura, e seu tronco media até 2 m de diâmetro. Viveu de 383 a 205 milhões de anos atrás, na América do Norte, Europa, Ásia, Austrália e Indonésia. Fazia parte das extensas florestas tropicais do Carbonífero, crescendo em aglomerações densas nas regiões pantanosas. Sobreviveu ainda no Permiano, mas suas populações já entravam em declínio.

28 de outubro de 2017

Cronossauro, o titã do mar

Kronosaurus queenslandicus
© Sergey Krasovskiy

O cronossauro ("lagarto de Cronos", a divindade do tempo na mitologia grega) é um gênero extinto de plesiossauro pliossauro. Com um comprimento estimado em até 10 m, é um dos maiores pliossauros conhecidos e, por isso, foi nomeado de acordo com o líder dos titãs gregos. Pesava cerca de 10 t e viveu no início do período Cretáceo, entre 125 e 99 milhões de anos atrás, em mares rasos pelo mundo (fósseis foram encontrados na Austrália e na Colômbia).

24 de outubro de 2017

Lesotossauro

(Autor desconhecido)

O lesotossauro ("lagarto do Lesoto", pequeno país incrustado na África do Sul) é um pequeno dinossauro do início do Jurássico. Vivia provavelmente em grupos, entre 200 e 190 milhões de anos atrás, no sul da África. Trata-se de um dos primeiros dinossauros ornitísquios (com "cintura de ave"). Pequeno, ágil e bípede, o lesotossauro parecia muito diferente dos grandes quadrúpedes que surgiriam mais tarde, no entanto, características físicas como a estrutura de seu quadril e sua mandíbula o relacionam com os ornitísquios mais tardios.

26 de setembro de 2017

Origem da vida

Embora ainda não seja claro para a Biologia como a vida surgiu na Terra, existem várias teorias que tentam explicar esse importante momento na história do nosso planeta. Muitas linhas de evidências ajudam a fornecer pistas a respeito: fósseis, datação radiométrica, a filogenia, a química dos organismos modernos e até experimentos. Contudo, como novas evidências estão sendo descobertas constantemente, hipóteses sobre como a vida se originou podem ser modificadas. É importante lembrar que mudanças nessas hipóteses são parte normal do processo da Ciência e que elas não representam uma mudança na base da teoria evolutiva.


Os seres vivos, por definição, são formados por células, apresentam metabolismo, respondem a estímulos, possuem material genético, são capazes de se reproduzir e evoluem.
Imagem: (Autor desconhecido)

Seres vivos são extremamente complexos, mesmo organismos antigos como bactérias. Entretanto, toda essa complexidade não surgiu do nada, completamente formada. Ao contrário, a vida quase que certamente se originou a partir de pequenos passos, cada um somando complexidade sobre o anterior. Tudo começou há cerca de 3,5 bilhões de anos, quando a crosta terrestre começou a resfriar (leia mais em Éon Arqueano).
A teoria mais aceita pela comunidade científica, atualmente, foi proposta na década de 1920, pelo bioquímico russo Aleksandr Oparin e, independentemente, pelo biólogo inglês J.B.S. Haldane. A Teoria da Evolução Química ou Molecular propõe que modificações lentas e graduais causaram a formação de moléculas orgânicas, a partir de substâncias químicas simples. Esses compostos orgânicos, entre eles proteínas e carboidratos, posteriormente formaram agregados moleculares com certo metabolismo, que deram origem às primeiras células.

21 de setembro de 2017

Diabloceratops, o rosto com chifres do tinhoso

© Phil Wilson

O Diabloceratops (do latim e do grego, "rosto com chifres do diabo") é um dinossauro ceratópsio que viveu aproximadamente entre 81 e 76 milhões de anos atrás, no período Cretáceo, onde hoje são os Estados Unidos. Era um herbívoro quadrúpede de porte médio, podendo crescer a 5,5 m de comprimento. Seu bico córneo era próprio para cortar plantas.