17 de abril de 2018

Cinógnato, o réptil-cachorro

Grupo de cinógnatos ataca um Placerias
Crédito: Mark Hallett, 1989

O cinógnato (do grego "mandíbula de cachorro") é um terápsida cinodonte do período Triássico. Esse réptil próximo dos mamíferos viveu na América do Sul, Antártica e sul da África, de 247 a 237 milhões de anos atrás. Semelhante a um cão, era atarracado, mas ágil, media 1 m de comprimento e pesava cerca de 7 kg.

4 de abril de 2018

Saurópodes (Sauropoda)

Da esquerda para a direita: Antetonitrus, um dos saurópodes mais antigos, Camarasaurus, Giraffatitan, o gigantesco Argentinosaurus, Nigersaurus e Rapetosaurus, em comparação a um humano.
Arte por Raúl Martín
© 2012 Scientific American

Sauropoda (do grego "pés de lagarto") é uma infraordem de dinossauros saurísquios (com "cintura de lagarto"), caracterizados por pescoço e cauda bastante compridos, cabeça pequena em relação ao corpo e membros fortes como colunas. A maioria das espécies distingue-se pelo enorme tamanho que atingiam, algumas delas estando entre os maiores animais de todos os tempos. Foram também um dos grupos de dinossauros mais bem sucedidos e duradouros, tendo vivido do início do Jurássico até o fim do Cretáceo. Fósseis de saurópodes já foram encontrados em todos os continentes, incluindo a Antártida.
Eram todos herbívoros, quadrúpedes e tinham narinas afastadas da ponta do focinho. Seus fortes membros traseiros terminavam em pés largos com cinco dedos, dos quais apenas os três internos (ou quatro, em alguns casos) eram dotados de garras; os membros dianteiros eram bem mais esguios, com patas estreitas, dedos extraordinariamente diminutos (na maioria dos casos, imperceptíveis em vida) e uma única garra no polegar, cuja função é desconhecida.

Esqueleto de Apatosaurus no Museu Americano de História Natural, em Nova York, EUA.
Mão esquerda (em vistas frontal e traseira) e pé esquerdo de um saurópode diplodocídeo. De acordo com pegadas fossilizadas, a parte de trás dos membros dianteiros não era "almofadada", como uma pata de elefante, mas côncava.
Crédito: Natee Puttapipat

20 de março de 2018

Bariônix, o dinossauro pescador

Crédito: Davide Bonnadonna

O bariônix ("garra pesada", do grego barys, "pesado", e onyx, "garra") é um dinossauro terópode do início do período Cretáceo, que viveu entre 130 e 125 milhões de anos atrás, na Europa. Era um espinossaurídeo muito semelhante ao suchomimo e chegava a mais de 9 m de comprimento e 2 t. Provavelmente vivia às margens de rios e lagos, espreitando peixes e outros animais aquáticos, e passava grande parte do dia na água.

21 de fevereiro de 2018

Arandaspis, um antigo e estranho peixe

Crédito: Christian Darkin

Arandaspis ("escudo de Aranda") é um gênero extinto de peixe sem mandíbula, que viveu no início do período Ordoviciano, em torno de 480 a 470 milhões de anos atrás. Descoberto na Austrália, seu nome vem de uma tribo aborígene local, a Aranda. Media cerca de 15 cm de comprimento e é um dos peixes ordovicianos mais bem conhecidos.

11 de fevereiro de 2018

Tianyulong, um dinossauro com "penas" inesperado

Crédito: Li-Da Xing

O Tianyulong ("dragão de Tianyu") é um pequeno dinossauro ornitísquio do final do Jurássico, que viveu na China há 158,5 milhões de anos e media cerca de 70 cm de comprimento. Era primariamente herbívoro, mas seus dentes diferenciados também podiam mastigar carne, o que faz dele um animal possivelmente onívoro. Sua característica mais notável é a presença de estruturas dérmicas semelhantes a penas no dorso, o que sugere que a origem destas ocorreu muito antes do que se pensava.

26 de janeiro de 2018

Gliptodonte, o tatu encouraçado

Crédito: Pavel Riha, 2005

O gliptodonte (do grego "dente estriado") é um grande mamífero, parente dos tatus, que viveu durante o Pleistoceno até o início do Holoceno, de 2,5 milhões a 11 mil anos atrás. Surgiu na América do Sul e posteriormente migrou para a América Central. Com sua armadura óssea arredondada e patas atarracadas, sua aparência lembra superficialmente um jabuti, mas chegava a 3 m de comprimento, 1,5 m de altura e 1 tonelada.

12 de janeiro de 2018

Éon Proterozoico

Célula procariótica e várias formas de cianobactérias
Crédito: Christian Jégou/Publiphoto Diffusion

O éon Proterozoico é a faixa de tempo compreendida de 2,5 bilhões a 541 milhões de anos atrás. É a parte mais recente do superéon Pré-Cambriano, vindo logo após o éon Arqueano. O nome significa, em grego, "anterior à vida", porque costumava-se acreditar que a vida teria surgido somente no éon seguinte, o Fanerozoico. Hoje, porém, sabe-se que os primeiros estágios da vida na Terra ocorreram muito antes disso. O Proterozoico divide-se em três eras geológicas: Paleoproterozoica (2,5 a 1,6 bilhões de anos atrás - Ga), Mesoproterozoica (1,6 a 1 Ga) e Neoproterozoica (1 Ga a 541 Ma).

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Proterozoico.
© Mundo Pré-Histórico

As placas tectônicas do planeta estavam bastante ativas durante o Proterozoico, ocorrendo sucessivas colisões e separações de massas terrestres. Surgiram os primeiros protocontinentes, ou crátons - estruturas geológicas estáveis que seriam os "embriões" dos continentes atuais. Na era Paleoproterozoica, entre 2,1 bilhões e 1,8 bilhão de anos atrás, as terras emersas formaram o supercontinente Colúmbia, que rompeu-se entre 1,5 e 1,35 bilhão de anos atrás, aproximadamente. Os fragmentos derivados da ruptura de Colúmbia juntaram-se novamente, entre 1,3 bilhão e 900 milhões de anos atrás, no Neoproterozoico, criando o supercontinente Rodínia, que dividiu-se entre 750 e 633 milhões de anos atrás. No final da era Neoproterozoica, cerca de 600 milhões de anos atrás, os continentes do sul unificaram-se e deram origem ao Gondwana.

Disposição dos continentes há 600 milhões de anos, no período Ediacarano.
Crédito: Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)