06 agosto 2022

Hylonomus, o réptil mais antigo

Crédito: John Sibbick / Science Photo Library

    O Hylonomus ("habitante da floresta", do grego hylo, "floresta", e nomos, "habitante") é um pequeno réptil que viveu de 318 a 310 milhões de anos atrás, em meados do subperíodo Pensilvaniano do período Carbonífero, no Canadá. Dos tetrápodes fósseis que podem ser seguramente identificados como répteis, é o mais antigo que se conhece. Pesava cerca de 450 g e media, na maioria dos casos, apenas 20 cm de comprimento, contando a cauda, mas podia chegar a 25 cm.

20 julho 2022

Era Cenozoica: a era dos mamíferos

Alguns animais do Cenozoico, da esquerda para a direita: Ptilodus, do Paleoceno; ChriacusCoryphodonGastornis e Plesiadapis, do Paleoceno-Eoceno; EobasileusHyracotherium e Andrewsarchus, do Eoceno; Arsinoitherium, do Eoceno-Oligoceno; Paraceratherium, do Oligoceno; Megacerops, do Eoceno; PhorusrhacosMoropusAmebelodon e Proconsul, do Mioceno; além de diversos outros primatas.
Crédito: Christian Jégou/Science Source Images

    A era Cenozoica é a era geológica atual, a última do éon Fanerozoico. Ela representa os últimos 66 milhões de anos, sucedendo a era Mesozoica e seguindo até os dias de hoje. Divide-se em três períodos: PaleógenoNeógeno e Quaternário, do mais antigo para o mais recente, os quais são subdivididos em sete épocas: Paleoceno, Eoceno, Oligoceno, Mioceno, Plioceno, Pleistoceno e Holoceno. Até 2004, era reconhecido o período Terciário, que correspondia, em linhas gerais, à junção do Paleógeno com o Neógeno.

Tabela do tempo geológico em escala, com destaque para o Cenozoico.
© Mundo Pré-Histórico

17 abril 2022

Edafossauro, um dos primeiros grandes herbívoros do planeta

Edaphosaurus pogonias e o pequeno anfíbio Platyhystrix, que, apesar de também possuir vela, não é um animal relacionado.
Crédito: Dmitry Bogdanov, 2007

     O edafossauro é um gênero de sinápsido primitivo que viveu na América do Norte e oeste da Europa entre 303,4 e 272,5 milhões de anos atrás, do final do período Carbonífero (idade Gjeliana da época Pensilvaniana) até meados do Permiano (idade Roadiana da época Guadalupiana). Seu tamanho variava de 50 cm a 3,5 m de comprimento, dependendo da espécie (a maior era Edaphosaurus cruciger), e chegava a mais de 300 kg. Foi um dos primeiros tetrápodes herbívoros de grande porte (tetrápodes são os vertebrados com quatro membros). Especializado em se alimentar de vegetação baixa, acredita-se que evoluiu de ancestrais menores e insetívoros, a exemplo do Ianthasaurus.

06 fevereiro 2022

Baurutitan, um pequeno titã brasileiro

Crédito: Felipe Alves Elias, 2010

    
O Baurutitan ("titã de Bauru") é um dinossauro saurópode que viveu no sudeste do Brasil durante a idade Maastrichtiana do Cretáceo Superior, de aproximadamente 72 a 66 milhões de anos atrás. Estima-se que atingia 12 a 14 m de comprimento, 3,5 m de altura no dorso e 10 t, um porte pequeno se comparado a alguns de seus parentes. Seu nome alude à estrutura geológica onde foi descoberto, o Grupo Bauru, e aos titãs da mitologia grega.

18 janeiro 2022

Eudimorfodonte, um antigo pterossauro com dentes diferenciados

Crédito: Daniel Eskridge, 2021

    O eudimorfodonte é um gênero de pterossauro que viveu no sul da Europa, em ambientes próximos a lagoas, no final do Triássico, de 210 a 203 milhões de anos atrás (final da idade Noriana e início da Reciana), o que o torna um dos pterossauros mais antigos que se conhecem. De tamanho pequeno, tinha cerca de 1 m de envergadura e não pesava mais que 10 kg. Seu nome significa, em grego, "verdadeiros dentes de duas formas", em alusão ao dimorfodonte, descoberto muito antes. Enquanto este possuía dentes apenas de tamanhos variados, os dentes do eudimorfodonte exibem uma complexa diferenciação, distinguindo-o da maioria dos outros pterossauros, que tinham dentes simples ou nem tinham nenhum.

12 dezembro 2021

Dinossauros do outro lado da galáxia!

Crédito: Vinicius Gut

    Os dinossauros viveram do outro lado da galáxia. Sim, é isso mesmo que você leu! Mas não se trata de nenhuma espécie alienígena, muito menos de uma história de ficção científica. É apenas uma constatação muito curiosa feita pela astrofísica Dra. Jessie Christiansen, pesquisadora da NASA, que teve a ideia de combinar as escalas de tempo geológica e astronômica. A explicação é bem simples.

14 outubro 2021

Arctodus, o urso-de-cara-curta

Arctodus simus
Crédito: Daniel Eskridge, 2019

    O urso-de-cara-curta ou urso-de-cara-achatada (Arctodus sp., do grego "dente de urso") é um gênero extinto de urso que viveu na América do Norte durante a época Pleistocena, entre 2,5 milhões e 11,4 mil anos atrás. Era o membro mais comum da subfamília Tremarctinae no continente. Duas espécies são reconhecidas: o urso-de-cara-curta-menor (Arctodus pristinus) e o urso-de-cara-curta-gigante (Arctodus simus), este último considerado um dos maiores mamíferos carnívoros terrestres que já existiram e o maior da América do Norte, perdendo apenas para seu parente sul-americano Arctotherium.

15 julho 2021

Cothurnocystis, um bicho sem pé nem cabeça

Crédito: Nix Illustration, 2016

    Cothurnocystis
 é um gênero enigmático de equinodermo (o grupo das estrelas-do-mar e ouriços-do-mar) que viveu durante o período Ordoviciano, entre 479 e 446 milhões de anos atrás, nos mares do Hemisfério Norte. Media apenas 5 cm de comprimento e habitava o leito oceânico. Seu nome vem do grego kóthornos, através do latim cothurnus, que quer dizer coturno, tipo de bota usada pelos antigos gregos e romanos, e cystis, "cisto" ou "vesícula" em latim. Significa, portanto, "vesícula em forma de coturno".

30 maio 2021

Sauropelta, um dinossauro com pescoço espinhoso

© Mohamad Haghani, 2012

    
O sauropelta ("escudo de lagarto", do grego sauros, "lagarto", e pelte, "escudo") é um dinossauro anquilossauro que viveu nas amplas planícies inundáveis do oeste da América do Norte entre 115 e 108,5 milhões de anos atrás, durante as idades Aptiana e Albiana do Cretáceo Inferior. É um dos nodossaurídeos mais antigos que se conhecem e também um dos mais bem compreendidos. Alimentava-se de samambaias, coníferas e cicadófitas baixas nas florestas de coníferas que cobriam a região. Atarracado e pesado, esse herbívoro blindado media entre 5,2 e 7,6 m de comprimento e pesava cerca de 2 toneladas.

20 março 2021

Nundasuchus, um predador parecido com crocodilo

Nundasuchus ataca um dicinodonte Sangusaurus.
© Marlene Hill Donnelly, 2016

     O Nundasuchus ("crocodilo predador" - nunda significa "predador" na língua suaíli, e soukhos, "crocodilo" em grego) é um gênero extinto de réptil pseudossúquio, grupo de arcossauros que inclui também os crocodilomorfos. Ele viveu no Triássico Médio da Tanzânia, no leste da África, de aproximadamente 247 a 242 milhões de anos atrás (idade Anisiana). Era um animal terrestre, provavelmente carnívoro, e media de 2,7 a 3 m de comprimento.