Mostrando postagens com marcador América do Sul. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador América do Sul. Mostrar todas as postagens

15 maio 2024

Prionossuco, o maior anfíbio de todos os tempos

Crédito: Rodolfo Nogueira

    
O prionossuco ("crocodilo serra") é um grande anfíbio temnospôndilo que viveu entre 299 e 272 milhões de anos atrás, durante a época Cisuraliana do período Permiano, no nordeste do Brasil. Além de ter sido o primeiro temnospôndilo formalmente descrito da América do Sul, é o maior anfíbio que já existiu. Baseando-se em espécies próximas e em comparações com o gavial moderno (Gavialis gangeticus), estima-se que podia exceder 5,5 m de comprimento.

07 abril 2024

Torvossauro, um dos maiores terópodes do Jurássico

Crédito: Sergey Krasovskiy, 2014

    O torvossauro ("lagarto selvagem", do latim torvus, "selvagem", e do grego sauros, "lagarto") está entre os maiores dinossauros terópodes do período Jurássico, com estimativas de comprimento entre 9 e 11 m. Esse megalossaurídeo viveu entre aproximadamente 165 e 148 milhões de anos atrás, do final do Jurássico Médio (idade Caloviana) ao final do Jurássico Superior (idade Titoniana), na América do Norte, Europa e, possivelmente, África e América do Sul.

06 fevereiro 2022

Baurutitan, um pequeno titã brasileiro

Crédito: Felipe Alves Elias, 2010

Atualizado em abril de 2024

    
O Baurutitan ("titã de Bauru") é um dinossauro saurópode que viveu no sudeste do Brasil durante a idade Maastrichtiana do Cretáceo Superior, de aproximadamente 72 a 66 milhões de anos atrás. Estima-se que atingia 12 a 14 m de comprimento, 3,5 m de altura no dorso e 10 t, um porte pequeno se comparado a alguns de seus parentes. Seu nome alude à estrutura geológica onde foi descoberto, o Grupo Bauru, e aos titãs da mitologia grega.

27 janeiro 2021

Mesossauro, o réptil que voltou pra água

© James Kuether

     O mesossauro (do latim "lagarto intermediário") é um pararréptil que viveu entre 299 e 280 milhões de anos atrás (época Cisuraliana), no início do período Permiano, em um mar continental relativamente raso que cobria parte da América do Sul e do sul da África. Media em torno de 1  m de comprimento e tinha várias adaptações para um estilo de vida completamente aquático. Foi um dos primeiros répteis conhecidos que retornaram para a água depois que tetrápodes primitivos vieram a terra no final do Devoniano. Não confundir com o mosassauro.

13 abril 2020

Mirísquia, o dinossauro de belos quadris

Mirísquia dorme durante o dia em um ninho de samambaias, ao lado de uma planta magnoliídea da espécie Araripia florifera.
Crédito: Alexander Lovegrove, 2015

    O mirísquia ("quadril maravilhoso", do latim mir, "maravilhoso", e do grego ischia, "pelve") é um pequeno dinossauro terópode que viveu no Brasil há cerca de 110 milhões de anos, na idade Albiana do Cretáceo Inferior. Este pequeno predador bípede media 2,1 m de comprimento, 50 cm de altura e pesava 7 kg. De estrutura delgada, era ágil e adaptado para caçar animais pequenos, como lagartos, mamíferos primitivos, dinossauros menores e qualquer outra coisa que pudesse capturar.

19 julho 2019

Purussauro, o superjacaré amazônico

Crédito: Tito Aureliano Neto

    O purussauro ("lagarto do rio Purus") é um grande jacaré extinto que viveu na América do Sul durante a época Miocena, de 13,8 a 5,3 milhões de anos atrás. Habitava pântanos da região amazônica, desde a Bolívia, passando pelo norte do Brasil, Peru, Colômbia e Venezuela. A maior espécie (Purussaurus brasiliensis) foi estimada em até 12,5 m de comprimento e 8,4 toneladas (outros pesquisadores, porém, defendem um máximo de 10,9 m e 5,6 t) e, portanto, está entre os maiores crocodilomorfos que já existiram. Como praticamente só se conhecem crânios desta espécie (o maior deles medindo 1,75 m), o comprimento total do animal é incerto.

26 dezembro 2018

Macrauquênia, a enigmática lhama com tromba

Macrauchenia patachonica
© Roman Uchytel

    A macrauquênia (nome que significa "pescoço comprido", do grego) é um mamífero ungulado (com cascos) que viveu nas planícies da América do Sul do final do Mioceno ao final do Pleistoceno, entre 7 milhões e 10 mil anos atrás. Era um herbívoro relativamente grande, com um comprimento em torno de 3 m e massa de até 1 tonelada.

07 novembro 2018

Pterodaustro, o pterossauro filtrador

Crédito: Luis V. Rey

    O Pterodaustro ("asa do sul", do grego pteron, "asa", e do latim de austro, "do sul") é um pterossauro que viveu no início do Cretáceo, há cerca de 105 milhões de anos, na América do Sul. Atingia, em média, 2,5 m de envergadura e 4,5 kg. Vivia próximo a lagos e provavelmente era ativo no período noturno. Além de ter sido o primeiro pterossauro sul-americano encontrado, é o único conhecido que se alimentava por filtração, como os flamingos modernos.

11 outubro 2018

Cratoavis, a mais antiga ave brasileira

Crédito: Deverson da Silva (Pepi)

    Cratoavis ("ave do Crato") é uma pequena ave que viveu no nordeste do Brasil durante o Cretáceo Inferior, de 115 a 113 milhões de anos atrás. Pertence ao grupo dos enantiornites (Enantiornithes), a mais diversa e abundante linhagem de aves do Mesozoico. A descoberta da espécie ocorreu no município de Nova Olinda, Ceará, e estende consideravelmente o registro temporal das aves enantiornites na América do Sul até o início do Cretáceo.

31 agosto 2018

Megatério, a preguiça-gigante

© Roman Uchytel

    O megatério ("besta gigante", do grego mega, "grande", e therion, "besta") é um gênero de preguiça-gigante ou preguiça-terrícola que viveu do início do Plioceno ao final do Pleistoceno, entre 5 milhões e 10 mil anos atrás, na América do Sul. É a maior preguiça-terrícola conhecida, pesando até 4 t e medindo até 6 m de comprimento e 4,5 m de altura quando em pé. Ele está também entre os maiores mamíferos terrestres que já existiram, excedido em tamanho somente por algumas espécies de mamute e o paraceratério.

09 junho 2018

Saltassauro, o saurópode com armadura

© Masato Hattori

    O saltassauro ("lagarto de Salta") é um saurópode titanossauro do final do Cretáceo, que viveu na Argentina há 70 milhões de anos. É estimado em 12 m de comprimento e 7 toneladas. Foi o primeiro saurópode com placas ósseas na pele descoberto, embora esse tipo de armadura tenha sido mais tarde encontrado também em outros titanossauros.

20 abril 2018

Cinógnato, o "cão" do Triássico

© Julius T. Csotonyi, 2010

    O cinógnato (do grego "mandíbula de cachorro") é um sinápsido cinodonte do período Triássico. Esse animal distantemente relacionado aos mamíferos viveu na América do Sul, Antártida e sul da África, de 247 a 237 milhões de anos atrás. Semelhante a um cão, era atarracado, mas ágil, media 1 m de comprimento e pesava cerca de 7 kg.

26 janeiro 2018

Gliptodonte, o tatu encouraçado

Crédito: Pavel Riha, 2005

    O gliptodonte (do grego "dente estriado") é um grande mamífero, parente dos tatus, que viveu durante o Pleistoceno até o início do Holoceno, de 2,5 milhões a 11 mil anos atrás. Surgiu na América do Sul e posteriormente migrou para a América Central. Com sua armadura óssea arredondada e patas atarracadas, sua aparência lembra superficialmente um jabuti, mas chegava a 3 m de comprimento, 1,5 m de altura e 1 tonelada.

28 outubro 2017

Cronossauro, o titã do mar

Kronosaurus queenslandicus
Crédito: Sergey Krasovskiy

    O cronossauro ("lagarto de Cronos", a divindade do tempo na mitologia grega) é um gênero extinto de plesiossauro pliossaurídeo. Com um comprimento estimado em até 10 m, é um dos maiores pliossaurídeos conhecidos e, por isso, foi nomeado de acordo com o líder dos titãs gregos. Pesava cerca de 10 t e viveu no início do período Cretáceo, entre 125 e 99 milhões de anos atrás, em mares rasos pelo mundo (fósseis foram encontrados na Austrália e na Colômbia).

16 julho 2017

Livyatan - os maiores dentes do mundo

© Brian Choo, 2016

    Livyatan ("Leviatã" em hebreu, o monstro bíblico) é um gênero extinto de cetáceo, que viveu na época Miocena, de 9,9 a 8,9 milhões de anos atrás (idade Tortoniana), no oceano Pacífico. Similar ao cachalote atual, estima-se que media de 13,5 a 17,5 m de comprimento, tendo o crânio 3 m, e pesava até 57 t. Junto com o megalodonte, que viveu nas mesmas águas, era o maior predador de sua época. Adaptado para capturar grandes animais com sua boca cheia de dentes, predava tubarões, focas, golfinhos e até outras baleias.

13 junho 2017

Titanoboa, a serpente monstruosa

© Vlad Konstantinov

    A titanoboa ("jiboia titânica") é a maior serpente já descoberta, superando a segunda maior (Gigantophis) por quase cinco metros. Rastejou em nosso planeta entre 60 e 58 milhões de anos atrás, na época Paleocena, pouco depois do desaparecimento dos dinossauros. Suas dimensões assustadoras chegavam a 14,6 m de comprimento, até 1 m de diâmetro e pesava mais de 1 tonelada - digna de um filme barato de terror. Ancestral das jiboias e sucuris modernas, devia matar suas pesas por asfixia também.

27 abril 2017

Maxacalissauro, o popular "Dinoprata"

© Orlando Grillo, 2006

    O maxacalissauro ("lagarto maxacali") é um dinossauro saurópode do final do Cretáceo, que viveu no Brasil há cerca de 80 milhões de anos. Um dos maiores dinossauros brasileiros, media 13 m de comprimento e pesava 9 toneladas, mas acredita-se que podia chegar aos 20 m. O nome Maxakalisaurus topai é uma homenagem ao grupo indígena dos maxacalis, que vivem no estado de Minas Gerais e têm Topa como uma de suas divindades.

24 março 2017

Unaissauro, o primeiro prossaurópode do Brasil

Crédito: Maurilio Oliveira, 2001 / Museu Nacional / UFSM

Atualizado em julho de 2020

    O unaissauro ("lagarto de Água Negra", do tupi unay, "água negra", e do grego saurus, "lagarto") é um dinossauro sauropodomorfo que viveu no sul do Brasil entre 225,4 e 220 milhões de anos atrás (idade Noriana), no final do período Triássico. Um dos dinossauros mais antigos que se conhecem, era relativamente pequeno e andava sobre duas patas. Media 2,5 m de comprimento, 70 a 80 cm de altura e pesava cerca de 70 kg.

09 março 2017

Lacusovagus, o achado perdido

Crédito: Mark Witton

    O Lacusovagus (que em latim significa "andarilho do lago") é um gênero de pterossauro que viveu no Brasil no início do Cretáceo, entre 120 e 115 milhões de anos atrás. Um dos maiores répteis voadores brasileiros, atingia, segundo estimativas, cerca de 1,8 m de altura, 20 kg e 4,1 m de envergadura.

03 fevereiro 2017

Cooksonia, a primeira planta vascular

© Nobu Tamura, 2014

    Cooksonia é um gênero extinto de planta terrestre primitiva. Surgiu em meados do Siluriano e continuou como um importante componente da flora até o início do Devoniano, entre 433 e 393 milhões de anos atrás. Desenvolvia-se às margens de lagos por todo o mundo. Esta é a planta mais antiga a possuir um caule com tecidos vasculares e, portanto, uma forma transicional entre as briófitas e as plantas vasculares.