24 de novembro de 2013

As espécies de mamute

Mamute-lanoso
© 1961 Zdeněk Burian

Hoje são conhecidas dez espécies de mamute (gênero Mammuthus), um elefantídeo que viveu de 5 milhões a 4,5 mil anos atrás, do Plioceno ao Holoceno, em quase todos os continentes, exceto Oceania, América do Sul e Antártica. Conheça cada uma delas nesta postagem.

  • A primeira espécie surgiu na África Oriental, onde hoje estão países como África do Sul, Etiópia e outros: o mamute-sul-africano (Mammuthus subplanifrons), com suas presas espiraladas. Chegava a 9 toneladas e 4 m de altura nos ombros, e extinguiu-se há 3 milhões de anos. É a espécie ancestral de todos os mamutes.
  • O mamute-africano (Mammuthus africanavus), de mesmo tamanho, foi encontrado no Chade, na Líbia, no Marrocos e na Tunísia. Viveu em florestas tropicais quentes e desapareceu há cerca de 2 milhões de anos. É considerado o ancestral do mamute-meridional (veja mais abaixo).
  • Na Europa, a espécie mais antiga é a Mammuthus rumanus, de 3 milhões de anos atrás, que se espalhou também pela China. É plausível que tenha se originado na África e migrado para a Eurásia pela região do Levante.
    Mammuthus rumanus
    © 2011 Chen Yu
  • O mamute-meridional (Mammuthus meridionalis), com uma altura de 4 m nos ombros e peso de 10 t, viveu na Europa e na Ásia Central. Vivia em ambientes florestais e, portanto, se alimentava de árvores e arbustos. Como o clima de onde viveu era mais quente, não teve a densa cobertura de pelos. Deu origem ao mamute-da-estepe.
    Mamute-meridional
    © 2011 Chen Yu
  • mamute-da-estepe (Mammuthus trogontherii) foi o primeiro a se adaptar ao clima temperado do hemisfério Norte: viveu no norte da Eurásia. Sendo a maior espécie, alcançava até 4,7 m de altura na cernelha e 12 t, e tinha um crânio mais curto. Os machos possuíam presas fortemente curvadas que podiam crescer a 5,2 m nos mais velhos, enquanto as das fêmeas eram mais finas e levemente curvas. Os fósseis mais comuns são os dentes, perfeitos para moer grandes quantidades de gramíneas, folhas de árvores e arbustos.
    Mamute-da-estepe
    © 2011 Chen Yu
  • O mamute-columbiano ou mamute-da-colúmbia (Mammuthus columbi), de 4 m de altura e 9 t, habitou a América do Norte e tinha uma dieta de ervas, frutas, coníferas e gramíneas. Sua cobertura de pelo era reduzida. Durante o Pleistoceno, foi um dos mamutes mais comuns no continente, aonde deve ter chegado pelo estreito de Bering, que formou uma ponte de terra entre a Ásia e a América durante as glaciações.
    Mamute-columbiano
    © 2011 Chen Yu
  • O mamute-lanoso (Mammuthus primigenius) tinha 3 m de altura nos ombros, 6 toneladas e foi a última espécie a se adaptar às regiões mais ao norte do planeta, na América do Norte e Eurásia. Sobrevivia às baixas temperaturas da era glacial graças a um grosso manto de pelos e uma camada de 8 cm de gordura. Além disso, glândulas sebáceas (ausentes nos elefantes atuais) produziam sebo para impermeabilizar o cabelo comprido. Suas longas presas (de até 5 m) eram usadas para afastar a neve à procura de gramíneas e brotos de plantas.
    Mamute-lanoso
    © 1999 Josef Moravec
  • mamute-pigmeu (Mammuthus exilis), com apenas 2,1 m nos ombros e 900 kg, viveu nas Ilhas do Canal da Califórnia e surgiu a partir do mamute-columbiano. A espécie caracteriza um interessante caso de nanismo insular, ou seja, ao longo de várias gerações, esses mamutes tiveram uma diminuição de tamanho como forma de sobreviver à falta de espaço e de alimento, as gramíneas.
    Mamute-pigmeu
    © 2011 Chen Yu
  • mamute-anão-da-sardenha (Mammuthus lamarmorae) era endêmico da ilha da Sardenha, no mar Mediterrâneo, media 1,5 m de altura, pesava 800 kg e provavelmente descendeu do mamute-da-estepe. Infelizmente, os fósseis encontrados são poucos e fragmentários.
  • Ainda menor é o mamute-anão-cretense (Mammuthus creticus), da ilha de Creta, na Grécia, com apenas 1 m de altura nos ombros e 310 kg. Ele viveu de 2,5 milhões a 800 mil anos atrás.
    Mamute-anão-cretense
    © Victor Leshyk/Natural History Museum

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