11 de agosto de 2014

Período Ordoviciano

Vida marinha ordoviciana da América do Norte
Ilustração do livro A Sea without Fish © Indiana University Press

O Ordoviciano, ou Ordovícico, segundo período da era Paleozoica, começou há 488 milhões de anos e terminou há 443 milhões, sucedendo o período Cambriano e precedendo o Siluriano. É subdividido nas épocas Ordoviciano Inferior (a mais antiga), Ordoviciano Médio e Ordoviciano Superior (a mais recente).
O nome vem do latim ordovices, antigo povo celta que vivia na região central do País de Gales.

Tabela do tempo geológico em escala
© Mundo Pré-Histórico

O período foi caracterizado por frequentes terremotos. O mar estava acima do nível atual, e a atmosfera possuía grandes concentrações de gás carbônico. A maior parte das massas continentais confinava-se ao sul, formando o supercontinente Gondwana. Suas terras, invadidas por extensos mares rasos, possuíam agora um clima mais úmido e ameno.
O Ordoviciano foi um período de resfriamento global: mais tarde, uma grande camada de gelo cobriria grande parte do hemisfério Sul.

Disposição dos continentes no Ordoviciano
© Dr. Ronald Blakey, Universidade do Norte do Arizona
(Com modificações)


A vida em evolução


Trilobitas, moluscos e crinoides (lírios-do-mar)
© Karen Carr/Indiana State Museum Foundation

Os invertebrados continuaram sendo as formas de vida dominantes nos mares, apresentando uma grande diversidade de espécies, entre elas graptólitos, braquiópodes* e trilobitas (que atingiram seu auge). Dividiam espaço algas, corais, moluscos cefalópodes (semelhantes a lulas) e os primeiros lírios-do-mar.
Entre os vertebrados, desenvolveram-se os peixes agnatos (sem mandíbula) e um grupo que inclui tubarões e peixes ósseos como os mais antigos vertebrados com maxila.

Apesar de surgirem no Cambriano, os graptólitos tiveram a maioria de seus grupos originados no Ordoviciano. Formavam colônias de estruturas interligadas; alguns afixavam-se no fundo submarino, outros flutuavam na superfície da água.
Os peixes sem maxilas, como o Arandaspis do início do Ordoviciano, foram os primeiros peixes. Suas bocas circulares permaneciam sempre abertas, sugando partículas de alimento na água.
© Nobu Tamura

Algas verdes proliferavam e se adaptaram a habitats de água doce, enquanto plantas similares aos musgos começaram a colonizar os ambientes terrestres, que até esse momento eram habitados somente por líquens. Essas plantas estavam ainda fortemente vinculadas à água, necessitando dela para reprodução, e cresciam somente nas margens de lagos e córregos. São as briófitas.
O evento que marca o fim do Ordoviciano é uma nova extinção em massa, que dizimou considerável número de organismos, possivelmente causada pela chegada do período glacial. Estima-se que 60% das espécies tenham sido completamente extintas com as mudanças de temperatura. A partir daí começa um novo período: o Siluriano.


Braquiópodes: animais marinhos cujo corpo mole é protegido por uma concha com duas valvas, à semelhança dos mexilhões. A maioria viveu no Paleozoico.

Por não possuírem vasos condutores de nutrientes, as briófitas são plantas de pequeno porte (alguns centímetros de altura) e só vivem em locais úmidos. Correspondem aos musgos, às hepáticas e aos antóceros.


Fontes: Enciclopédia dos dinossauros e da vida pré-histórica, InfoEscola, Brasil Escola, UFRGSWikipédia e FGEL.

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