25 de outubro de 2016

Thylacosmilus, o dentes-de-sabre marsupial

Thylacosmilus com gliptodonte e toxodontes ao fundo.
© Roman Uchytel

O Thylacosmilus ("sabre com bolsa") é um tigre-dentes-de-sabre que viveu na América do Sul do final do Mioceno (cerca de 10 milhões de anos atrás) ao início do Plioceno (há cerca de 3 milhões de anos). Media 1,2 m de comprimento; estimativas definem seu peso entre 80 e 120 kg. Embora seja um dos vários mamíferos extintos popularmente chamados de "tigres-dentes-de-sabre", ele não é um parente dos tigres. Na verdade, pertence à ordem Sparassodonta, um grupo muito próximo dos marsupiais, os mamíferos que carregam seus filhotes em bolsas - isso significa que o Thylacosmilus é um parente mais próximo dos cangurus do que de qualquer felídeo.
Sua característica mais notável, portanto, são os caninos em forma de sabre. Esses longos dentes cresciam ao longo de toda a vida do animal e precisavam ser desgastados para compensar seu crescimento. A maxila inferior possuía duas proeminências ósseas, que formavam um rebordo para as presas, protegendo-as quando a mandíbula estava fechada. Sua mordida não era muito forte, mas isso também não era uma desvantagem. Abrindo a boca em um ângulo amplo, o Thylacosmilus podia usar seus dentes eficientemente para perfurar o pescoço das vítimas. Atacava por emboscada, se escondendo na vegetação ou saltando de um lugar mais alto.
Fisicamente semelhante ao felídeo Smilodon, que surgiu mais tarde na América do Norte, o Thylacosmilus entrou em extinção no Plioceno, quando o clima começou a tornar-se mais seco e as grandes "aves do terror" (Phorusrhacidae) exerciam uma forte competição por alimento. Foi descrito em 1933, por Elmer Riggs. Restos desse animal têm sido encontrados no norte da Argentina.

Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Metatheria
Ordem: † Sparassodonta
Família: † Thylacosmilidae
Gênero: † Thylacosmilus
Espécie: † Thylacosmilus atrox


© Mundo Pré-Histórico
As raízes dos dentes caninos formavam um arco sobre a maxila superior, estendendo-se até sobre as órbitas dos olhos.
Quando a mandíbula estava fechada, as presas repousavam sobre uma espécie de "bainha" na maxila inferior.

Fontes: Prehistoric WildlifeWikipedia (versão em inglês) e Sci-News.com.

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