31 de maio de 2015

Tudo sobre os fósseis

Keichousaurus hui, réptil marinho triássico da China.

Dúvidas, curiosidades, informações - em um só artigo, os principais tópicos sobre fósseis:
  • O que é um fóssil?
  • Quais são os tipos de fósseis?
  • Como se formam os fósseis?
  • Como se calcula a idade de um fóssil?
  • Por que é importante estudar os fósseis?
Se gostar da postagem, deixe um comentário! Se não, diga o que faltou e o que pode ser melhorado!


O QUE É UM FÓSSIL?


Fóssil de tiranossauro.

Fósseis são restos ou vestígios de seres que viveram em tempos pré-históricos, desde animais e plantas até micro-organismos (algas, fungos, bactérias), e que estão naturalmente preservados em rochas sedimentares. A totalidade dos fósseis e sua colocação nas formações rochosas é conhecida como registro fóssil.
A palavra "fóssil" deriva do termo latino fossilis, que significa "ser desenterrado" ou "extraído da terra". Esses objetos normalmente tornam-se fósseis quando são cobertos por sedimentos e, mais tarde, mineralizados. O estudo dos fósseis cabe aos paleontólogos, cientistas do ramo da Paleontologia.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE FÓSSEIS?


Fósseis corporais de amonites.

Os fósseis mais conhecidos são restos somáticos (isto é, do corpo) de organismos do passado, chamados de somatofósseis, ou fósseis corporais. Somatofósseis podem ser fósseis de ossos, dentes, carapaças, folhas, conchas, troncos, etc.
Já os icnofósseis, ou fósseis-traço, são apenas vestígios da atividade biológica de alguns organismos. Por exemplo: fósseis de pegadas, de marcas de mordidas, pólen, ovos, tocas e excrementos (coprólitos). Exceto se estiverem preservados ao lado do organismo, é difícil identificar precisamente que ser os produziu.
Os fósseis mais antigos conhecidos são traços químicos característicos deixados nas rochas, bem como os próprios organismos fossilizados, que estendem-se no tempo até 3,8 bilhões de anos atrás.


COMO SE FORMAM OS FÓSSEIS?


© Manual CienTIC - Porto Editora

Embora existam milhares de fósseis conhecidos, a fossilização é um evento muito raro, porque a matéria orgânica dos seres vivos tende a ser rapidamente decomposta. Logo, para que um organismo seja fossilizado, é necessário que este tenha uma morte em condições que facilitem a sua conservação. Seus restos devem ser cobertos por sedimentos o mais rápido possível. Ambientes com pouco oxigênio e, portanto, sem degradação e com muita sedimentação, como pântanos, leitos marinhos profundos, fundos de lagos e até mesmo enxurradas de lama, são os melhores para fossilizar um organismo.
A fossilização é um processo extremamente lento e complexo, que chega a durar milhares de anos. Em suma, pode-se dizer que um fóssil é a substituição da matéria orgânica de um organismo por minerais, sem perder suas características físicas, mas há diferentes formas de a fossilização ocorrer.
Com a mineralização, as substâncias orgânicas do corpo soterrado são paulatinamente substituídas por minerais presentes no meio ou trazidos pela água (sílica, por exemplo), numa troca tão precisa que todas as particularidades do corpo do organismo são mantidas, sem restar nada de matéria orgânica original. São fossilizadas as partes duras de animais (ossos, garras, dentes) e ramos e troncos de plantas, entre outros.
Os restos soterrados do ser vivo, após deixarem sua forma gravada na rocha, podem ser completamente degradados (até mesmo as partes mais duras), deixando apenas um molde do corpo do organismo - processo conhecido como moldagem. Se a lacuna deixada no molde for preenchida por minerais, que se solidificam constituindo uma cópia, em rocha, do ser vivo original, temos uma contramoldagem (que depende, obrigatoriamente, do processo anterior).

Molde e contramolde da concha de um Dactylioceras commune, amonite do Jurássico da Inglaterra.
Espécime de rinoceronte-lanoso (Coelodonta antiquitatis) extraordinariamente conservado, encontrado no vilarejo de Starunia, Ucrânia, em 1929.

A mumificação é um tipo de fossilização mais raro, em que pode haver a preservação de todo o organismo. Esse corpo pode ser congelado, desidratado ou alterado por substâncias químicas, mantendo sua inteireza. Assim, podem ser preservadas ilesas algumas partes como órgãos, pele e até mesmo sua última refeição.
Na impressão, somente são preservados os vestígios deixados pelo organismo, como pegadas, tocas ou rastros. Ocorre quando marcas são gravadas sobre um terreno mole que se transformou em rocha com o passar do tempo.
Os fósseis podem ser versões mais duras e pesadas que seus modelos originais, bem como apresentar cores diferentes, dependendo do tipo de mineral que o constituiu. Além disso, devido à pressão dentro das rochas, podem ter tido sua forma alterada: alguns fósseis encontram-se tão distorcidos que causam confusão e dificuldade para os cientistas imaginarem suas formas naturais.

Folha de bordo fossilizada, com 15 milhões de anos, da Alemanha.
© Museu de História Natural de Londres

COMO SE CALCULA A IDADE DE UM FÓSSIL?


Paleontólogos trabalham nas escavações de uma baleia de 5 milhões de anos, na Toscana, Itália.

Para a datação dos fósseis, o método mais usado e eficaz é o da radioatividade. Com o auxílio de aparelhos sofisticados, os cientistas medem a proporção de elementos radioativos, cuja meia-vida é conhecida, presentes nos fósseis. Os paleontólogos usam como base isótopos de potássio, argônio, carbono, urânio, rubídio, estrôncio ou chumbo, entre outros. A partir desses dados, é possível saber há quantos milhões ou bilhões de anos se formou aquele mineral e identificar a idade do fóssil. Entenda melhor no artigo principal: Como se descobre a idade dos fósseis?.

Fóssil de Asteroceras obtusum, que viveu há mais de 190 milhões de anos. 

POR QUE É IMPORTANTE ESTUDAR OS FÓSSEIS?


Através de fósseis, é possível imaginar as paisagens antigas. Na imagem, representação de um ecossistema da América do Norte há cerca de 75 milhões de anos (o Parque Provincial dos Dinossauros).
© Julius T. Csotonyi

Tudo o que se sabe sobre animais extintos, como os dinossauros, foi descoberto através do estudo dos fósseis. Por meio deles, os cientistas não apenas podem reconstruir esqueletos e saber seu tamanho, mas descobrir o peso, o comportamento, como se locomovia e do que o ser se alimentava. Ninhos com ovos e filhotes fornecem dados sobre a conduta maternal desses animais; com simples pegadas fossilizadas, é possível calcular a altura e a velocidade com que se moviam. Seguindo as pistas deixadas pelo tempo, a ciência é capaz de revelar os hábitos e características de seres que nunca vimos e desvendar a história da vida.
Fósseis ainda constituem uma importante evidência do processo evolutivo e são úteis para o reconhecimento de pacotes de rochas e sua sucessão temporal. Indicam a distribuição dos antigos mares e continentes (Paleogeografia) e ajudam a reconstruir os ambientes antigos (Paleoecologia). Do ponto de vista econômico, são importantes na indústria do petróleo, do carvão mineral e do gás natural, os chamados combustíveis fósseis.

Reconstituição do fóssil de um Diabloceratops mostrando como devia ser sua aparência em vida.
© Julius T. Csotonyi
Fontes: UFRGS, Brasil Escola e InfoEscola.

13 comentários:

  1. responde tdo que eu estava precisando saber.

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    1. Que bom! Significa que não errei no nome da postagem... Kkk

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  2. muito bom e completo,craças a esse site tirei 10 na pesquisa

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  3. Ao longo do tempo geológico as superfície da terra vai sendo soterrada? Daqui a milhões de anos, por exemplo, o nível da terra estaria mais acima?

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    1. Olá Mari! Na verdade, o que ocorre é um processo dinâmico de transformação da superfície terrestre. Enquanto algumas rochas se formam muito abaixo da superfície e são empurradas para cima, outras são formadas a partir do acúmulo de sedimentos, que são depositados em áreas mais baixas do relevo, formando camadas. Ao longo do tempo, essas rochas sedimentares vão sendo pressionadas e acumuladas em profundidades cada vez maiores, onde sofrem novas transformações. E o ciclo continua.
      Se quiser saber mais sobre isso, você pode pesquisar sobre o CICLO DAS ROCHAS. Obrigado por perguntar e espero ter ajudado! Até mais!

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  4. não tenho palavras para expressar minha gratidão...

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    1. Uau Michael, fico muito feliz! É um prazer ajudar!

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    1. Ictiólito nada mais é do que um peixe fossilizado (do grego ichthys, "peixe", e lithos, "pedra"). Ictiólitos são solidificações de calcário que contêm um peixe ou fragmento de peixe preservado.
      Abraços!

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  6. me ajudou muito,obrigado.

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