15 de março de 2010

Argentinossauro, o peso-pesado

© 2007 Raúl Martín

Atualizado em fevereiro de 2018

O argentinossauro ("lagarto argentino") é um dos maiores dinossauros que já existiram. Viveu no período Cretáceo, entre 97 e 93 milhões de anos atrás, na América do Sul, um continente ilhado na época. Estima-se que alcançava de 22 a 35 m de comprimento e em torno de 80 toneladas, o que o torna o dinossauro mais pesado que se conhece por meio de boas evidências.
Ainda assim, poucas partes do esqueleto do argentinossauro são conhecidas e, por isso, as projeções de tamanho são feitas através de comparações com esqueletos mais completos de saurópodes semelhantes (os mais próximos são saltassauro e rapetossauro). Como todo saurópode, porém, sabe-se que era herbívoro. Provavelmente usava seu pescoço comprido para alcançar coníferas ou varrer o chão em busca de samambaias e arbustos.
Devido a sua massa enorme, sua velocidade máxima girava em torno de 8 km/h. O argentinossauro devia vagar em grupos de uma dúzia de indivíduos, em média, incluindo os filhotes. Estes nasciam de ovos incrivelmente pequenos se comparados aos animais que os punham, com apenas 30 cm de diâmetro. Isso significa que um filhote de argentinossauro precisava crescer 25.000 vezes seu tamanho original para chegar ao máximo. Até que isso acontecesse, os mais jovens eram especialmente vulneráveis a ataques de predadores, por isso acredita-se que apenas alguns conseguiam atingir a idade adulta, que começava em torno dos 15 anos de idade. Depois de completamente desenvolvidos, somente o giganotossauro, dinossauro carnívoro comparavelmente gigante, ofereceria perigo - é possível que esse terópode caçasse em bandos, aumentando, assim, as chances de derrubar um argentinossauro adulto.
Os primeiros fósseis identificados como Argentinosaurus foram descobertos em 1987, pelo fazendeiro Guillermo Heredia, na Formação Huincul, Argentina. Pouco do dinossauro foi recuperado: apenas algumas vértebras, costelas, sacro, fíbula direita e parte de um fêmur. A fíbula mede 1,55 m de comprimento, e uma das vértebras, 1,59 m de altura. Em 1993, a espécie foi nomeada e descrita pelos paleontólogos argentinos José Bonaparte e Rodolfo Coria.

Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Superordem: Dinosauria
Ordem: Saurischia
Subordem: † Sauropodomorpha
Infraordem: † Sauropoda
Clado: † Titanosauria
Gênero: † Argentinosaurus
Espécie: † Argentinosaurus huinculensis

© Mundo Pré-Histórico
© 2017 Nima Sassani
Reconstrução de argentinossauro e giganotossauro no átrio do Museu Fernbank de História Natural, em Atlanta, Geórgia, EUA.
(Autor desconhecido)

Fontes: Wikipedia (versão em inglês), Prehistoric WildlifeThoughtCo e New Dinosaurs.

7 comentários:

  1. Anônimo13/5/15

    Por acaso, ele está no desenho o vale encantado? desculpa kk ñ resisti em perguntar.

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    1. Acredito que não. Ao menos, nunca foi mencionado. ;D

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  2. Anônimo19/5/15

    OMG, não acredito que vc veio só pra perguntar isso...

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  3. Anônimo20/6/15

    não, o que aparece é o brontossauro que nunca existiu

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    1. Na verdade, o brontossauro era considerado, durante muito tempo, o mesmo animal que o apatossauro, por isso o nome deixou de ser usado.
      Porém, um estudo publicado em 2015 concluiu que Brontosaurus é um gênero válido, ou seja, que o apatossauro e o brontossauro são animais distintos (disso eu também não sabia!).

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