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| © Nobu Tamura, 2014 |
Cooksonia é um gênero extinto de planta terrestre primitiva. Surgiu em meados do Siluriano e continuou como um importante componente da flora até o início do Devoniano, entre 433 e 393 milhões de anos atrás. Desenvolvia-se às margens de lagos por todo o mundo. Esta é a planta mais antiga a possuir um caule com tecidos vasculares e, portanto, uma forma transicional entre as briófitas e as plantas vasculares.
Crescia de 5 a 10 centímetros e tinha uma estrutura muito simples, sem folhas, flores ou raízes. Seu caule esguio bifurcava-se em vários pontos ao longo de sua extensão e, possivelmente, fixava-se ao solo através de um rizoma (caule subterrâneo de crescimento horizontal). Cada ramo terminava em um esporângio, estrutura em forma de cápsula que produz esporos. Alguns fósseis revelam que no centro do caule havia um cilindro vascular constituído por traqueídes, células ocas condutoras de água. Os vasos condutores aprimoraram o transporte de nutrientes, água e sais minerais ao longo do corpo da planta, o que em plantas não vasculares é feito de célula a célula. Esta foi uma das características que permitiram às plantas, mais tarde, atingirem tamanhos maiores.
A primeira espécie de Cooksonia foi descrita por William Henry Lang em 1937, em homenagem a Isabel Cookson, quem originalmente coletara alguns espécimes. Embora sejam distribuídos globalmente, a maioria dos fósseis de Cooksonia vem da Inglaterra. Registros já foram feitos em diversos lugares: País de Gales, Escócia, Inglaterra, Boêmia, Cazaquistão, Sibéria, estado de Nova York, Canadá, China, Bolívia e, inclusive, Brasil.
A primeira espécie de Cooksonia foi descrita por William Henry Lang em 1937, em homenagem a Isabel Cookson, quem originalmente coletara alguns espécimes. Embora sejam distribuídos globalmente, a maioria dos fósseis de Cooksonia vem da Inglaterra. Registros já foram feitos em diversos lugares: País de Gales, Escócia, Inglaterra, Boêmia, Cazaquistão, Sibéria, estado de Nova York, Canadá, China, Bolívia e, inclusive, Brasil.
Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Tracheophytes
Gênero: †Cooksonia
Espécies: †Cooksonia pertoni, †C. paranensis, †C. acuminata, †C. bohemica, †C. cambrensis, †C. downtonensis e †C. rusanovii
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| Cooksonia paranensis do Devoniano Inferior da bacia do Paraná, Brasil, interpretado como esporófitos (a geração diploide, "adulta", da planta) brotando de um gametófito (a fase haploide). Foto: Dr. Philippe Gerrienne, Universidade de Lieja, Bélgica. |
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| Crédito: (autor desconhecido) |




faz um com o shastasaurus
ResponderExcluirJá está programado! Valeu!
ExcluirAmo essa planta, ela é tão bonitinha e simples
ResponderExcluirQual o motivo da extinção?
ResponderExcluirNão encontrei nenhuma explicação. É muito difícil saber para um ser que viveu há tanto tempo, mas deve ter sido alguma mudança ambiental.
ExcluirDe modo geral as plantas mantiveram formas antigas mas que os animais. Briofitas ainda existem, os antóceros hoje em dia são reportados como parentes das plantas vasculares por possuírem esporófitos fotossintetizantes, estómatos e por analises biomoleculares... Mas é esperado de modo geral que formas antigas sejam substituídas por formas mais modernas e eficientes. A cooksonia não seria capaz de competir com plantas vasculares modernas surgidas posteriormente. Foi o primeiro genero de plantas vasculares e não resta nenhum representante... muitos outros generos apareceram depois e alguns deles não deixaram nenhum representante moderno hj em dia. A extinção é a regra, sobreviver é exceção.
ExcluirEstava pensando nisso hoje... Sobre a cooksonia não se conhece a fase haploide gametofítica a não ser pelo registro fóssil de cooksonia paranensis de Philippe Gerrienne, com um possível gametofito. Então ou havia um rizoma subterrâneo como nas rhynias ou havia usa fase haploide gametofítica que pudesse acumular energia para a fase esporófita.
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