15 de setembro de 2016

Inkayacu - pinguins nem sempre foram só preto e branco

© Julio Lacerda

Inkayacu ("rei da água", em língua quíchua) é um gênero extinto de pinguim que viveu no Peru no final do Eoceno, há 36 milhões de anos. Este gigante media cerca de 1,5 m de altura e pesava até 59 kg, apesar de não ter sido o maior de todos os pinguins. Porém, o que torna sua descoberta ainda mais surpreendente são as penas fossilizadas, que ajudaram os cientistas a compreender melhor a evolução dessas aves.
Embora fosse de uma linhagem diferente, o Inkayacu lembrava muito seus parentes modernos. As penas de suas asas eram curtas e uniformes, ou seja, não adaptadas para voo, e possuía asas em forma de nadadeira, o que caracteriza um estilo de vida aquático. Tinha um bico extremamente comprido, usado para capturar peixes.
Os fósseis de Inkayacu foram encontrados em 2008, na costa da região de Ica, Peru. Foi coletado um esqueleto quase completo, com penas intactas - algo inédito em um fóssil de pinguim. Um estudo da forma e do arranjo dos melanossomos, as organelas celulares que contêm os pigmentos das penas, indicou que estas eram cinza e marrom-avermelhadas. A razão pela qual os pinguins modernos desenvolveram penas pretas e brancas, no entanto, ainda é desconhecida.

Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Sphenisciformes
Gênero: † Inkayacu
Espécie: † Inkayacu paracasensis

© Mundo Pré-Histórico
Inkayacu (centro) ao lado de um pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri), a maior espécie existente, e um pinguim-azul (Eudyptula minor), a menor espécie existente.
© Mauricio Antón
Pena fossilizada de Inkayacu comparada a pena de um pinguim-imperador. Repare na semelhança entre as raques achatadas (eixos das penas), nas barbas delicadamente preservadas e na ponta escurecida de ambos os exemplares.

Fontes: WiredWikipedia (versão em inglês) e Indiana Public Media.

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