15 de agosto de 2010

Baurusuchus, o crocodilo de Bauru


O Baurusuchus ("crocodilo de Bauru") foi um crocodilomorfo extinto que viveu há 90 milhões de anos no Brasil. Ele chegava a medir 3 m de comprimento e a pesar 400 kg. Diferentemente dos crocodilos atuais, o Baurusuchus percorria grandes distâncias e caçava em bandos.
Os fósseis do Baurusuchus foram encontrados ocasionalmente pelo estudante Clésio Felício, perto de sua casa, em General Salgado, interior de São Paulo. Ao achar alguns ossos e uma mandíbula com dentes serrilhados, o menino chamou seu professor de Ciências, João Tadeu Arruda, pensando ter encontrado ossos de um bezerro.
A encavação paleontológica encontrou mais dez esqueletos em excelente estado de conservação, que impressionaram os cientistas brasileiros e foram notícia até na imprensa internacional. A quantidade e a qualidade dos fósseis permitiram aos especialistas traçar um perfil do animal muito próximo da realidade. As pesquisas, além de revelar características físicas, hábitos e rotas de migração do animal, ajudaram no reconhecimento de catástrofes ecológicas do período Cretáceo.
As mandíbulas do Baurusuchus com dentes bem afiados e o crânio alto e estreito são indícios de que era carnívoro; já os olhos no alto da cabeça, as narinas frontais e as patas compridas indicam que era um animal terrestre. O que diferencia o Baurusuchus é uma protuberância sobre as órbitas oculares (cavidades no crânio onde estão os olhos), que protegiam sua visão da radiação solar.
Animais parecidos foram encontrados no Paquistão, e para chegar à Ásia eles teriam viajado por uma porção de terra que se deslocou da América do Sul até a Índia.

Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Crocodylomorpha
Família: Notusuchia
Gênero: Baurusuchus
Espécie: Baurusuchus salgadoensis


Fontes: revista Gênios edição especial Dinossauros e AVPH.

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