2 de fevereiro de 2010

Mastodonte

Rebanho de mastodontes-americanos (Mammut americanum)
Arte por Charles R. Knight, 1897

Atualizado em dezembro de 2017

O mastodonte (gênero Mammut) é um proboscídeo distantemente relacionado aos elefantes, que habitou as Américas Central e do Norte, do final do Mioceno, há 5,3 milhões de anos, ao final do Pleistoceno, cerca de 10 mil anos atrás. Comparado ao mamute (gênero Mammuthus), o mastodonte tinha pernas mais curtas e um corpo mais alongado, estrutura semelhante à do elefante-asiático de hoje (Elephas maximus), porém mais robusta. Podia chegar a 4,5 m de comprimento e 6 t.
Vivia em manadas, predominantemente em ambientes de floresta. Como nos elefantes modernos, as fêmeas eram um pouco menores. Os machos adultos viviam em um rebanho separado delas e dos filhotes e, anualmente, brigavam entre si pelo direito de acasalar, utilizando os marfins. O mastodonte tinha uma cobertura de longos pelos e orelhas pequenas. Seu crânio baixo e comprido portava duas longas presas, sendo que as dos machos eram mais robustas e curvadas. As presas chegavam a medir 5 m, mas não eram tão curvas como as do mamute, e em cada indivíduo uma delas era sempre um pouco mais curta. Os demais dentes também eram bastante diferentes: possuíam fileiras de cúspides na superfície e eram adaptados para arrancar galhos e mastigar folhas de arbustos, árvores e coníferas.
A espécie mais recente e mais bem conhecida é o mastodonte-americano (Mammut americanum), que surgiu em meados do Plioceno, espalhou-se por toda a América do Norte durante o Pleistoceno, chegando à América Central, e desapareceu há 10 mil anos. As fêmeas mediam, em média, 2,3 m de altura nos ombros, enquanto os machos podiam chegar a mais de 3 m de altura e 6 t. M. matthewi foi encontrado em Nebraska, no entanto alguns autores o consideram indistinguível de M. americanum. M. raki, descoberto no Novo México, viveu em meados do Plioceno, entre 4,5 e 3,6 milhões de anos atrás. Esta seria uma forma primitiva de mastodonte, mas, novamente, muitos não o consideram suficientemente distinto para ser de uma espécie diferente. M. cosoensis foi encontrado na Califórnia e viveu no final do Plioceno.
Os mastodontes desapareceram como parte de uma extinção em massa da megafauna pleistocena, ao final da última era glacial, tendo como possíveis causas as mudanças climáticas, a atividade predatória humana e o surgimento de doenças como a tuberculose. A primeira descoberta registrada de um fóssil de mastodonte foi feita em 1705, em Claverack, estado de Nova York, EUA. Em 1817, o naturalista francês Georges Cuvier nomeou o animal como Mastodon (do grego "dente em forma de seios"), um nome que acabou sendo adotado informalmente, já que o nome válido atualmente para o gênero é Mammut, criado anteriormente, em 1799, por Johann F. Blumenbach.

Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Proboscidea
Família: † Mammutidae
Gênero: † Mammut
Espécies: † Mammut americanum (mastodonte-americano), † M. matthewi, † M. raki e † M. cosoensis

© Mundo Pré-Histórico
Dente fóssil da espécie Mammut americanum. Os dentes de mastodonte são caracterizados pela coroa cheia de cúspides e grandes raízes.
Foto por CM Dixon/Print Collector/Getty Images
Mammut matthewi
© Dmitry Bogdanov
Esqueleto de mastodonte-americano (Mammut americanum) no Museu de História Natural e Ciência do Cincinnati Museum Center, Ohio, EUA. A reconstrução agrega ossos de vários indivíduos do Pleistoceno Superior encontrados em Boney Spring, Missouri.

Fontes: Wikipedia (versão em inglês), Encyclopaedia BritannicaPrehistoric WildlifeNew Dinosaurs e ThoughtCo.

4 comentários:

  1. Anônimo17/5/17

    ele era menor que o mamute lanudo

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    1. Sim, os mastodontes eram um pouco menores que o mamute-lanoso, que media até 3,4 m de altura nos ombros.

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  2. Adorando o Site, porém... Não achei o que procurava.

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    1. Diga o que você procura, Maicon. Quem sabe, posso dar um jeito.

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