17 de junho de 2010

Bisão

(Atualizado em dezembro de 2015)
Bisão-antigo (Bison antiquus) é perseguido por um grupo de esmilodontes (Smilodon fatalis)
© Mauricio Antón

O bisão, ou bisonte, é um mamífero bovino do gênero Bison, que compreende espécies extintas e existentes. Habitava a Europa, a Ásia e a América do Norte, desde 1,8 milhão de anos atrás, no início da época Pleistocena. Duas espécies vivem até a atualidade: o bisão-americano (Bison bison) e o bisão-europeu (Bison bonasus).
É um animal volumoso e poderoso, que vive em grupos e alimenta-se principalmente de capim (às vezes, arbustos também). Possui uma grande corcova sobre os ombros e uma grossa cobertura de pelos, mais longos no pescoço e nos ombros. Sua cabeça grande sustenta dois chifres curvos. Dezenas de milhões de anos atrás, o bisão era um animal importante para os povos indígenas norte-americanos, que dele obtinham carne, leite, couro e com os ossos fabricavam utensílios domésticos e armas.
Muitos fósseis de bisão já foram encontrados, incluindo indivíduos mumificados e completamente preservados, além de várias pinturas em cavernas feitas por povos antigos.

Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Subfamília: Bovinae
Gênero: Bison
Espécies: † Bison antiquus (bisão-antigo), B. bison (bisão-americano), B. bonasus (bisão-europeu), † B. latifrons (bisão-de-cornos-longos), † B. occidentalis e † B. priscus (bisão-da-estepe)

Bisão-de-cornos-longos no Museu Real de Saskatchewan, Canadá.
"Blue Babe", um bisão-da-estepe mumificado, encontrado no Alasca em 1979. O fóssil de 36 mil anos e coloração azulada devido aos minerais em sua composição está em exibição no Museu do Norte da Universidade do Alasca, em Fairbanks.

Espécies extintas


A primeira espécie, o bisão-da-estepe (Bison priscus), surgiu há 1,8 milhão de anos, no início do Pleistoceno, e viveu na Eurásia e América do Norte. Chegava a 2 m de altura e 900 kg; a distância entre as pontas de seus chifres media 1 m. É o ancestral direto do atual bisão-europeu (Bison bonasus).

Bisão-da-estepe (Bison priscus)
(Autor desconhecido)

No final do Pleistoceno, entre 240 e 220 mil anos atrás, o bisão-da-estepe migrou da Sibéria para o Alasca. No continente norte-americano, deu origem ao bisão-de-cornos-longos (Bison latifrons) e, mais tarde, ao bisão-antigo (Bison antiquus). Extinguiu-se há 9 mil anos.

Bisão-de-cornos-longos (Bison latifrons)
(Autor desconhecido)

O bisão-de-cornos-longos chegava a 2,5 m de altura e pode ter pesado mais de 2 toneladas. A medida de ponta a ponta de seus chifres excedia 2 m. Os longos chifres podiam ser usados para amedrontar predadores (como o esmilodonte) e também estabelecer domínio entre os machos do grupo. Desapareceu entre 30 e 21 mil anos atrás, com a glaciação do final do Pleistoceno.

Bisão-antigo (Bison antiquus)
(Autor desconhecido)

O bisão-antigo (B. antiquus) possuía cornos menores (1 m de ponta a ponta) e alcançava 2,3 m de altura, 4,6 m de comprimento e 1,6 tonelada. Surgiu há cerca de 240 mil anos e extinguiu-se 9 mil anos atrás. Vestígios mostram que essa espécie era caçada pelos povos paleoamericanos, que utilizavam lanças e projéteis. O bisão-antigo deu origem à espécie Bison occidentalis e ao bisão-americano (Bison bison), que surgiu há 10 mil anos e vive até hoje.

Bison occidentalis
© Roman Uchytel

O B. occidentalis surgiu há 11 mil anos. Era um pouco menor, e seus chifres voltados para trás eram mais finos. Há cerca de 5 mil anos, foi substituído pelo bisão-americano, espécie ainda menor, possivelmente por causa de competição por alimento com outros herbívoros da megafauna.

Fontes: Wikipedia (versão em inglês) e Britannica Escola Online.

Um comentário:

  1. Adoreii o teu blog bem interessante!gosto muito das coisas passadas..continue assim com o teu blog.Beijo0 e fique com deus!

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