31 de maio de 2010

Adamantinasuchus

O Adamantinasuchus era um pequeno crocodilo brasileiro que viveu há 90 milhões de anos durante o Cretáceo Superior. Fósseis indicam que mediam 50 cm de comprimento e pesavam 10 kg quando adultos.
O clima extremamente quente e árido do Cretáceo Superior e a paisagem pontilhada por rios e lagos temporários dava condições de vida a esses pequenos répteis e também a enormes dinossauros.
Foi descoberto no município de Marília, no interior de São Paulo, em rochas da formação de Adamantina (daí a origem do seu nome). O nome da espécie (Adamantinasuchus navae) foi criado em homenagem ao paleontólogo William Nava, coordenador do Museu de Paleontologia de Marília que encontrou os fósseis durante um trabalho de campo nas proximidades do Rio do Peixe.
Dos vários ossos fossilizados de Adamantinasuchus alguns formam esqueletos, outros são desarticulados e alguns são apenas crânios. Os dentes molares desses fósseis, desgastados acentuadamente, indicam que pertenciam a animais adultos. Esse desgaste é próprio de uma dieta onívora, que inclui peixes, insetos, pequenos vertebrados, carcaças, vegetais e sementes duras. O Adamantinasuchus também escavava o solo com seus dentes incisivos a procura de alimento, como os suínos atuais.
A morfologia (estudo científico sobre as estruturas e formas dos seres vivos) do crânio e dos ossos da pélvis com fêmur alongado de Adamantinasuchus indica que o crocodilomorfo era tipicamente terrestre, com rosto alto e curto, narinas localizadas na região anterior do crânio, órbitas grandes nas laterais da cabeça e dentição curta e especializada, com incisiformes projetados para frente e caniniformes e molariformes semelhantes aos dos mamíferos.


Classificação científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Crocodylomorpha
Família: Notosuchia
Gênero: Adamantinasuchus
Espécie: Adamantinasuchus navae
Fonte: AVPH.

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